Pinus nigra cone.jpg que, com o auxílio do vento, irão originar um novo pinheiro.]] A pinha (ou estróbilo para os botânicos) é o órgão das plantas da divisão Pinophyta onde se encontram as estruturas reprodutivas. As pinhas lenhosas que estamos habituados a ver são os frutos, que contêm as sementes. Os estróbilos masculinos são geralmente herbáceos e pouco conspícuos, mesmo quando maduros.
Por vezes, usa-se também a palavra cone para designar estas estruturas, não só para o grupo dos pinheiros, mas também para as restantes gimnospérmicas.
Tal como nas restantes espermatófitas, os estróbilos são ramos modificados, em cujas folhas se diferenciaram em orgãos reprodutores. Neste caso, ao contrário das flores das angiospérmicas, não se encontram estames ou carpelos, mas apenas escamas organizadas em hélice à volta do eixo. As escamas ou folhas masculinas, que produzem o pólen chamam-se microsporófilos e as femininas, que produzem os óvulos, chamam-se megasporófilos.
O cone masculino ou microstróbilo tem uma estrutura semelhante em todas as coníferas, diferindo apenas na organização das escamas. Na página abaxial de cada microsporófilo encontram-se um ou vários microsporângios, que são os equivalentes às anteras das plantas que produzem flores, onde se forma o pólen.
O feminino - o megastróbilo - que produz os óvulos que, depois de fertilizadas se tornarão sementes, apresenta formas diferentes nas várias famílias de coníferas.
Os megastróbilos das pináceas apresentam dois tipos de escama: brácteas, derivadas da folha modificada e escamas ovulíferas, por baixo de cada bráctea, que derivam dum ramo extremamente modificado. Na página superior de cada escama ovulífera desenvolvem-se dois óvulos que se tornam sementes depois de fertilizados por grãos de pólen. As brácteas desenvolvem-se primeiro e são conspícuas durante a polinização, enquanto que as escamas ovulíferas desenvolvem-se a seguir para fechar e proteger as sementes. As escamas abrem temporariamente para receber o pólen e depois fecham durante a fertilização e maturação e abrem novamente depois da maturação para deixar sair as sementes.
Na maior parte dos géneros de Pinaceae, a maturação leva 6-8 meses desde a polinização, mas leva 12 meses nos cedros e 18 a 24 (raramente mais) na maioria dos pinheiros. Os cones abrem, ou por enrolamento das escamas para fora quando secam, ou (nos abetos, cedros e outras) pela desintegração dos cones, em que as escamas caem quando secam.
Os cones femininos são geralmente pequenos (0,3-6 cm), muitas vezes esféricos ou quase, têm entre um e 20 óvulos em cada escama e são muitas vezes em forma peltada e não imbricada como nas restantes coníferas. As escamas estão organizdas em espiral ou em verticilos decussado de duas ou três escamas, raramente quatro. Os géneros com as escamas em espiral foram anteriormente incluídos numa família separada (Taxodiaceae). Na maior parte dos géneros, os galbuli são lenhosos e as sementes têm duas asas estreitas (uma de cada lado da semente), mas nos géneros Platycladus, Microbiota e Juniperus, as sementes não têm asas e nos Juniperus os frutos são carnudos.
Os membros das famílias Taxaceae e a sua parente próxima Cephalotaxaceae têm os cones mais peculiares entre as coníferas: têm apenas uma escama com um único óvulo. A escama amadurece como um arilo macio, doce e de cor brilhante, que envolve parcialmente a semente. O fruto é comido pelas aves, que digerem a escama carnuda e dispersam a semente com as suas fezes.
Kogle | Zapfen (Botanik) | Conifer cones | Strobilo | Cono (botánica) | Strobili | Kankorėžis | Kegelvrucht | Szyszka