| Latim (Lingua Latina) | |
|---|---|
| Região | Vaticano |
| Total de falantes | Sem dados |
| Dialetos | - |
| Estado oficial | |
| Regulado por | ninguém |
| Códigos da língua | |
| ISO 639-1 | la |
| ISO 639-2 | lat |
| SIL | LTN |
Foi língua de literatura e lingua franca na Europa inteira durante a antiguidade romana e a idade média européia.
O latim é um idioma original da região itálica do Lácio que ganhou grande importância por ser o idioma oficial do antigo Império Romano. O latim deu origem a um grande número de línguas européias, denominadas românicas, ou neo-latinas, como o português, o espanhol, o francês, o italiano, o romeno, o galego, o occitano, o rético, o catalão e o dalmático - este, já extinto.
Durante séculos depois da Queda do Império Romano, o latim continuou a ser utilizado em toda a Europa como língua culta. Nos últimos 50 anos, o leque de utilização cultural do latim se fechou, tornando-se, para muito, língua morta, restrita tão só, de maneira mais ampla, ao contexto eclesiástico. Atualmente é idioma oficial na Cidade do Vaticano.
Há uma série de datas que marcam a expansão de Roma e com elas a sua língua: em 241 a.C. a Sicília se torna província romana; em 238 a.C. também a Sardenha e a Córsega; em 197 a.C. a Espanha; em 146 a.C. A África; em 167a.C. a Ilíria; em 120 a.C. a Gália Meridional; em 50 a.C. a Gália Setentrional; em 15 a.C. a Retia e por último, em 107 d.C. sob Trajano, a Dácia.
O próprio nome de Roma não só não é latino como também provavelmente sequer seja indo-europeu, provavelmente derivado do gentílico etrusco Ruma, sendo o adjetivo latinus um derivado do topônimo Latium (que pode significar comarca plana em oposição à montanhosa Sabina).
Do ponto de vista lingüístico, o latim faz parte da família indo-européia, na qual representa uma área marginal do grupo de línguas kentum.
Juntamente com o osco, umbro e falisco pertence ao ramo itálico de línguas indo-européias.
Haviam 2 tipos de latim falados até a idade média: o latim clássico falado pelos romanos mais cultos e influentes ou os moradores da área original de Roma, era o mais complexo e o latim vulgar, que era falado por soldados e pelos povos que foram dominados pelos romanos, uma vez que os solados se mantinham mais tempo nesses locais e eram encarregados de impor a lingua latina aos colonos essa variante do latim se tornou a mais falada em toda a extensão do vasto Império Romano, e ao se misturarem dialteos locais com o latim formaram-se várias linguas, como o portugês, o espanhol, o francês e muito da essência do inglês. O italiano é um caso à parte, pois com a queda do Império Romano do Ocidente e o extermínio e disperção dos romanos impediu que a tradição fosse mantida, preservando-se apenas o latim vulgar durante a Idade Média, como a língua de alguns pequenos estados da península itálica e regiões próximas e como a língua oficial da Igreja Católica Apostólica Romana, que exercia um grande poder na época, ajudando na preservação da lingua (até hoje no Estado do Vaticano a lingua oficial é o Latim, o que não dificulta em nada o contato com os italianos).
Historicamente seus períodos podem ser assim divididos:
Após a sua transformação em línguas românicas, o latim continua fornecendo um repertório de raízes para muitos campos semânticos, especialmente culturais e técnicos, para uma ampla variedade de línguas.
Geralmente, as populações submetidas desejavam elevar-se culturalmente adotando o latim, coisa que ocorre sempre que dois povos entram em contato: prevalece lingüisticamente o que possui maior prestígio cultural. Dessa forma Roma conseguiu fazer prevalecer o latim sobre o etrusco, o osco, o umbro, o galo, e apenas sobre parte do grego, cujo prestígio cultural era maior.
As populações submetidas, federadas, etc., antes de perder sua língua em favor do latim, atravessaram um período mais ou menos longo de bilingüismo; de fato, algumas das línguas pré-romanas tiveram no território romanizado considerável vitalidade durante muito tempo.
O pronome interrogativo é quis (masculino e feminino) “quem?”, quid “que?”. Quis possui formas plurais qui, quae, qua. O demonstrativo é is/ea/id, hic/haec/hoc “isto”; ille/illa/illud “isso”. Os pronomes pessoais são: singular ego “eu”, tu “tu”; plural nos “nós”, vos “vós”. Para a terceira pessoa se usam os demonstrativos is/ea/id.
A ordem das palavras é muito livre na fase do latim antigo, e no latim posterior a ordem sujeito, verbo e objeto se estabelece definitivamente.
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