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Índio, indígena ou nativo americano são nomes dados aos habitantes humanos das Américas antes da chegada dos europeus, e os seus descendentes actuais. A hipótese mais aceita para a sua origem é que os primeiros habitantes da América tenham vindo da Ásia atravessando a pé o Estreito de Bering, na glaciação de 62 mil anos atrás.

O termo “índio” provém do facto de que Cristóvão Colombo, quando chegou à América, estava convencido de que tinha chegado à Índia e dessa maneira chamou os povos indígenas que ali encontrou. Por essa razão também, ainda hoje se refere às ilhas do Caribe como Índias Ocidentais.

Mais tarde, estes povos foram considerados uma raça distinta e também foram apelidados de peles vermelhas. O termo ameríndio é usado para designar os nativos do continente americano, em substituição às palavras "índios", "indígenas" e outras consideradas preconceituosas.

Na América do Norte, estes povos são também conhecidos pelas expressões povos aborígenes, índios americanos, primeiras nações (principalmente no Canadá), nativos do Alasca ou povos indígenas da América. No entanto, os esquimós (inuit, yupik e aleutas) e os métis (mestiços) do Canadá, que têm uma cultura e genética diferente dos restantes, nem sempre são considerados naqueles grupos.

Estes termos compreendem um grande número de distintas tribos, estados e grupos étnicos, muitos dos quais vivendo como comunidades com um estatuto político.

Origem dos primeiros americanos


Até recentemente, a interpretação mais largamente aceite baseada nos achados arqueológicos era de que os primeiros humanos nas Américas teriam vindo numa série de migrações da Sibéria para o Alasca através duma língua de terra que se teria formado durante a última glaciação entre 24 e 9 mil anos atrás.

No entanto, achados recentes no Brasil mudaram o pensamento dos arqueólogos – foi encontrado um verdadeiro cemitério em Lapa Vermelha (Minas Gerais) com ossos datados em 12 mil anos, o primeiro dos quais encontrado por Annette Laming-Emperaire na década de 1970 e que foi “batizado” de Luzia. Não só os “siberianos” não poderiam ter chegado ao Brasil em tão curto espaço de tempo mas, para além disso, a “Luzia” parecia mais aparentada com os aborígenes australianos ou com negritos das Ilhas Andaman.

Por outro lado, foram encontradas pintura rupestres com imagens de tatus gigantes, que podiam ser os Glyptodon que viveram durante o Pleistoceno, tendo-se extinguido há cerca de 12 mil anos. Foram também encontradas as mais antigas pinturas de barcos do mundo. Por isso, os arqueólogos especulam se os primeiros humanos a chegarem à América - aos quais também se chama aborígenes americanos - teriam ido de barco, da Austrália ou de outro lugar.

Existem outras teorias sobre a origem dos nativos americanos:

O mais provável, no entanto, é que as Américas tenham sido colonizadas por vagas de povos de diferentes origens, ao longo dos tempos, dando origem ao complexo mosaico de povos e línguas que hoje existem. E é possível, igualmente, que esses povos – tal como aconteceu em tempos históricos, bem documentados – tenham substituído ou se tenham juntado com populações originais que lá já existiam.

Ver ainda: Arqueologia das Américas

Interação entre os europeus e os nativos americanos


Apesar dos vikings, ou nórdicos, terem explorado e estabelecido bases nas costas da América do Norte a partir do século X e terem aí deixado marcas, como a runa de Kensington (embora muitos estudiosos disputem a sua autenticidade), estes exploradores aparentemente não colonizaram a América, limitando-se a tentar controlar o comércio de peles de animais e outras mercadorias da região.

Por outro lado, a colonização europeia das Américas mudou radicalmente as vidas e culturas dos nativos americanos. Entre os séculos XV e XIX, estes povos viram as suas populações devastadas pelas privações da perda das suas terras e animais, por doenças e, em muitos casos por guerra. O primeiro grupo de nativos americanos encontrado por Cristóvão Colombo, estimado em 250 mil aruaques do Haiti, foram violentamente escravizados e apenas 500 tinham sobrevivido no ano 1550; o grupo foi extinto antes de 1650.

No século XV, os espanhóis e outros europeus trouxeram cavalos para as Américas e alguns destes animais escaparam e começaram a reproduzir-se livremente. Ironicamente, o cavalo tinha originalmente evoluído nas Americas, mas extinguiu-se na última glaciação. A re-introdução do cavalo teve um profundo impacto nos nativos americanos das Grandes Planícies da América do Norte, permitindo-lhes expandir os seus territórios, trocar produtos com tribos vizinhas e caçar com mais eficiência.

Os europeus também trouxeram com eles doenças contra as quais os nativos americanos não tinham imunidade, tais como a varicela e a varíola que, muitas vezes são fatais para estas pessoas. É difícil estimar a percentagem de nativos americanos mortos por estas doenças, mas alguns historiadores estimam que cerca de 80% da população de algumas tribos foi extinta pelas doenças europeias.

A dívida histórica dos colonizadores para com os povos nativos é imensa. Cresce a discussão sobre formas de compensação pelos danos causados e outros assuntos indígenas, a nível internacional, como atesta o grande número de organizações que se dedica ao tema, por exemplo:

Etnias e culturas indígenas no Brasil


Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato, no interior do Piauí, registram indícios da presença humana datados de há 48 mil anos.

Em Lapa Vermelha (Minas Gerais) foi encontrado um verdadeiro cemitério com ossos datados em 12 mil anos, o primeiro dos quais en contrado por Annette Laming-Emperaire na década de 1970 e que foi “batizado” de Luzia e que parecia mais aparentada com os aborígenes da Australia ou com negritos das Ilhas Andaman.

No Brasil colonial os portugueses tiveram como aliados os índios aldeados, os quais se tornaram súditos da Coroa.

O primeiro inventário dos nativos brasileiros só é feito em 1884, pelo viajante alemão Karl von den Steinen, que registra a presença de quatro grupos ou nações indígenas, de acordo com as suas línguas: tupi-guarani, ou tapuia, nuaruaque ou maipuré e caraíba ou caribes. Von den Steinen também assinala quatro grupos lingüísticos: tupi-guarani, macro-jê, caribe e aruaque. Atualmente estima-se que sejam faladas 170 línguas indígenas no Brasil.

Principais nações e tribos


Ver verbete completo: Classificação dos nativos americanos

Alguns grupos étnicos do Brasil


Ver lista completa de Povos indígenas brasileiros

Povos americanos | Antropologia

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