A região consiste em seis províncias: Akita, Aomori, Fukushima, Iwate, Miyagi e Yamagata.
Tohoku, tal como grande parte do Japão é montanhoso e de relevo irregular. As primeiras povoações instalaram-se aí entre o século VII e o século IX depois de Cristo, bastante depois da cultura japonesa se ter estabelecido no centro e sudoeste do Japão.
Último reduto do povo Ainu de Honshu e local de muitas batalhas, Tohoku tem a reputação de local remoto e hostil, oferencendo uma paisagem deslumbrante, mas com um clima muito áspero. Tohoku foi imortalizado pelo poeta haiku Matsuo Bashô na sua obra Oku no Hosomichi (“O estreito caminho através do norte profundo” – traduzido em Portugal por “O Estreito caminho”, e editado pela Assírio e Alvim, em conjunto com “O Gosto Solitário do Orvalho”, na versão de Jorge Sousa Braga).
Ainda que na década de 1960 se tenham desenvolvido aí indústrias metalúrgicas, cimenteiras, químicas, de pasta de papel e refinarias de petróleo, Tohoku é mais conhecida por ser o “celeiro” do Japão já que fornece grande parte dos produtos agrícolas (principalmente arroz) consumidos pelo mercado de Sendai e de Tóquio-Yokohama. É responsável por cerca de 20% da produção de arroz do país. O clima permite, contudo, apenas, uma colheita de arroz por ano.
A localização no interior das terras de menor altitude e uma costa que não favorece o desenvolvimento portuário obrigam a região a ficar dependente dos meios de comunicação terrestre (incluindo caminhos de ferro). As partes mais baixas da cordilheira central permitem uma comunicação razoável duas vertentes,em termos de facilidade de transporte.
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