O Tato é um dos cinco sentidos clássicos propostos por Aristóteles, ainda que hoje em dia a definição tenha sofrido algumas alterações. Enquanto que Aristóteles incluía a percepção da temperatura e da dor, hoje em dia o termo é mais utilizado para a percepção da pressão por terminações nervosas existentes na pele. Discute-se ainda o facto de existirem receptores nervosos diferenciados para vários tipos de pressão: pressão ligeira e intensa ou pressão breve e permanente - o que implicaria, talvez, a subdivisão deste sentido noutros. A complexidade do estudo deste sentido aumenta se pensarmos que também existem receptores distintos que detectam a pressão visceral, como quando estamos de estômago cheio; ou receptores endócrinos que proporcionam a sensação de "tensão" - como quando apresentamos ansiedade ou se tomam substâncias como a cafeína.
Os cegos utilizam muito o tacto para conseguirem superar as dificuldades devidas à falta do sentido da visão: usam, por exemplo, uma bengala que serve como extensão do braço; a leitura em Braille também usa este sentido.
O mesmo se passa com animais nocturnos que, face à falta de luz, usam bigodes longos e antenas desenvolvidas para detectar através do tacto as propriedades do meio.