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A Confederação suíça é um pequeno estado federal sem saída para o mar na Europa central, tendo fronteiras a norte com a Alemanha, a leste com a Áustria e Liechtenstein, ao sul com a Itália e a oeste com a França. A nação tem uma forte tradição de neutralidade política e militar, mas também de cooperação internacional, sendo sede de muitas organizações internacionais. Seu nome oficial é Confoederatio Helvetica (CH; latim para Confederação Suíça), que se traduz da seguinte forma nas quatro línguas nacionais: Confédération suisse (FR), Confederazione Svizzera (IT), Confederaziun svizra (RH) e Schweizerische Eidgenossenschaft (DE).
Em 1291, representantes dos cantões florestais de Uri, Schwyz e Unterwalden assinaram a Carta de Aliança. Isso os uniu na luta contra o domínio "estrangeiro" dos Habsburgo, então detentores do trono do Sacro Império Romano-Germânico. Na Batalha de Morgarten em 1315, os suíços derrotaram o exército Habsburgo e garantiram sua independência de facto como a Confederação suíça.
Na Paz de Vestfália de 1648, os países europeus reconheceram a independência helvética do Sacro Império e sua neutralidade. Em 1798, os exércitos da Revolução francesa conquistaram a Suíça. O Congresso de Viena de 1815 reestabeleceu a independência do país e as potências européias concordaram em reconhecer sua neutralidade de forma permanente.
A Suíça adotou uma constituição federal em 1848, que sofreu extensas emendas em 1874 e que estabelecia responsabilidade federal para defesa, comércio e assuntos legais. Desde então, melhorias contínuas nos campos político, econômico e social têm caracterizado a história do país. Historicamente neutros, os suíços não participaram em nenhuma das guerras mundiais.
Em 2002, de acordo com a constituição federal de 1999, a Suíça finalmente se tornou membro integral das Nações Unidas.
De acordo com a constituição de 1999, os cantões detêm todos os poderes não especificamente delegados à Confederação. O parlamento bicameral suíço, a Assembléia Federal, é primariamente quem exerce o poder. As duas casas, o Conselho de Estados e o Conselho Nacional, têm poderes iguais em todos os aspectos, inclusive quanto à iniciativa legislativa.
Os 46 membros do Conselho de Estados (dois de cada cantão e um de cada um dos antigos semicantões) são eleitos diretamente em cada cantão, enquanto os 200 membros do Conselho Nacional são eleitos diretamente num sistema de representação proporcional. O mandato dos membros da Assembléia é de quatro anos. Através de referendos o povo pode contestar qualquer lei votada pelo parlamento federal e por iniciativas introduzir emendas à Constituição federal, o que faz da Suíça uma democracia semi-direta.
O órgão executivo máximo é o Conselho Federal, um colegiado de sete membros. Embora a constituição determine a responsabilidade da Assembléia Federal pela eleição e supervisão dos membros deste Conselho, ele assumiu gradualmente um papel de destaque na direção do processo legislativo, além de sua atribuição na execução da lei federal. O Presidente da Confederação é eleito dentre os sete conselheiros pela Assembléia Federal, e por um ano assume funções representativas especiais.
Desde 1959, os quatro partidos majoritários estão representados no Conselho Federal de acordo com a "fórmula mágica", proporcional à sua representação no Parlamento federal: dois democratas cristãos (CVP/PDC), dois social-democratas (SPS/PSS), dois radicais democratas (FDP/PRD), e um do Partido Popular da Suíça (SVP/UDC). Esta distribuição tradicional dos assentos, entretanto, não é sustentada por nenhuma lei, e nas eleições de 2003 para o Conselho Federal o CVP/PDC perdeu seu segundo assento para o SVP/UDC.
O Tribunal Federal zela pelo cumprimento da lei e resolução de conflitos oriundos de violações de autonomias cantonais e comunais, bem como de tratados internacionais; aprecia ainda reclamações por violação de direitos constitucionais. Seus juízes são eleitos pela Assembléia Federal para mandatos de seis anos.
A Confederação suíça consiste em 26 cantões:
Os semicantões estão marcados com *. Possuem apenas um representante no Conselho de Estados.
Os cantões estão divididos num total de 2.889 comunas (31 de dezembro de 2001).
A paisagem suíça é caracterizada pelos Alpes, uma alta cadeia montanhosa que se estende pelo centro-sul do país. Entre os altos picos dos Alpes suíços, o mais alto dos quais é o Pico Dufour, de 4.364 m, encontram-se inúmeros vales, alguns com glaciares. Delas, as nascentes de muitos rios europeus como o Reno, o Ródano, o Inn, o Aar ou o Tessino descem para lagos como o Léman, o de Zurique, o Neuchâtel e o de Constança e continuam a descer.
O norte do país é mais aberto e mais populoso, mas também tem ondulações como o maciço do Jura, uma cadeia menor no noroeste. O clima suíço é em geral temperado, mas as variações regionais são grandes, das rigorosas condições nas altas montanhas ao agradável clima mediterrâneo no extremo sul.
A Suíça é uma próspera e estável econômia moderna de mercado com um PIB per cápita maior do que o das grandes economias da Europa ocidental. Nos últimos anos, os suíços têm ajustado grandemente suas práticas econômicas com as da União Européia para aumentar sua competitividade internacional. Embora o país não esteja à procura de ser membro pleno da UE a curto prazo, Berna e Bruxelas assinaram acordos para uma maior liberalização comercial em 1999. Eles continuam a discutir outras áreas de cooperação. Entretanto, a Suíça é membro da Associação Européia de Livre Comércio.
O país continua um porto seguro para investidores, por ter mantido um grau de sigilo bancário e por manter elevado o valor externo de longo prazo do franco. A taxa de crescimento do PIB caiu para 1,6% em 2001, e o governo estima que ela cairá ainda para 1,3% em 2002.
A Suíça se encontra no cruzamento de diversas das principais culturas européias, que influenciaram profundamente as línguas e práticas culturais do país.
Há quatro línguas oficiais: o alemão no norte e no centro (64% da população), o francês a oeste (19%), o italiano ao sul (8%) e por fim o romanche, uma língua românica falada por uma pequena minoria (<1%) no cantão dos Grisões.
O alemão aí falado é predominantemente um dialeto suíço conhecido como Suíço-alemão (Schwyzerdütsch), mas os jornais e alguns programas de televisão usam o Alto-alemão. Muitos suíços falam mais de uma língua e estrangeiros, residentes ou trabalhadores temporários, somam aproximadamente 20% da população.
A maior religião, praticada por 43% dos suíços, é o Catolicismo romano, seguido por diversas crenças Protestantes (35%). A imigração estabeleceu o Islamismo (4%) e a Ortodoxia Oriental (2%) como minorias religiosas dignas de nota. Os demais pertencem a minorias muito pequenas ou não pratica religião alguma. A estabilidade e prosperidade da Suíça, combinada com a população linguística e religiosamente diversa, levam alguns a descrever o país como um Estado consociacional.
Os suíços são conhecidos por seus bancos, seu chocolate, seus queijos, seus fondues, seus relógios, sua neutralidade e seus internatos privados.
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