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Sevilha é uma cidade espanhola situada a sudoeste da Península Ibérica e capital da província homônima, na Comunidade Autônoma da Andaluzia.

Sevilha é a quarta cidade de Espanha e quarta área metropolitana por número de habitantes. 704.154 habitantes e 1.317.098 no área metropolitana, 1.813.908 no total da provincia (dados de 2005). É o principal centro artístico, cultural, financeiro, económico e social do sul de Espanha e um dos mais importantes do sul de Europa.

De indudável interesse turístico, devido a numerosos monumentos, praças, jardins, igrejas, etcétera. Conserva o maior núcleo histórico-artístico de Europa. De entre seus monumentos mais conhecidos, a "Giralda" (antigo minarete da Mesquita Maior, hoje campanário da catedral) e a "Torre del Oro" são os mais famosos. A Giralda, a Catedral de Sevilha, o Alcázar, o Archivo de Indias e o seu entorno foram declarados Patrimonio da Humanidade pela UNESCO em 1987. Dentre seus bairros mais conhecidos estão Triana, Los Remedios e Nervión.

A tão somente 6 metros acima do nível do mar, às margens do rio Guadalquivir, forma uma aglomeração urbana que se estende até Aljarafe, a Las Marismas, ao Parque Nacional de Doñana, à Sierra Norte e à Sierra Sur.

Lema


O lema da cidade que encontra-se como relieve em numerosos edifícios é «NO8DO» o 8 tem forma de madeixa de lã. Le-se, por tanto, «NO MADEIXA DO», querendo dizer «Não me deitou». Segundo a lenda, este lema faz referência à lealdade que manteve a cidade ao rei Alfonso X de Leão e Castela, o Sábio, na guerra contra o seu filho Dom Sancho no século XIII. O NO-DO (NOmus DOmine) Também fica nos brasões de outras cidades europeias como Londres, mais a madeixa só representa uma laçada, "nodo" (laçada em latín).

História


Época Tartésica

Não se tem certeza, mais se pensa que foi fundada pelos tartessos, concretamente os turdetanos, em torno ao século XIII a.C., com o nome de "Hispal". Depois foi ocupada pelos fenícios e cartagineses.

Época Romana

As tropas romanas entram no 206 a.C., ordenadas por o general Escipio, acabam com os cartagineses, que habitabam e defendiam a região, e convertem-se nos seus sucessores no sul peninsular. O general não tinha confiança na cidade pelo carâcter agressivo e violento dos cartagineses, e dicidiou fundar uma cidade num local próximo e ao mesmo tempo afastado para evitar beligerâncias, e é assim como nace Itálica, actualmente em ruínas. Os romanos latinizaram o nome da cidade e chamaram-lhe Híspalis. Durante este período foi um dos conventos jurídicos da Bética, o Hispalense.

Época visigoda

No ano 426 foi tomada pelos vândalos com Gunderico como dirigente, um século depois foram desplazados pelos visigodos, e com Recaredo alcançou Sevilla o máximo apogeo da época. Depois da invasão musulmã a Espanha, Sevilha convirtiou-se junto a Córdoba en uma das cidades mais importantes do occidente europeio.

Época moura

No ano 712 Musa, acompanhado por o seu filho Abd al-Aziz ibn Mussa e com um exército de 18.000 hómens, cruzou o Estreito e procediou à conquista do resto do território visigodo. Ocupou Medina-Sidonia, Carmona e Sevilha e, seguidamente, atacou Mérida e após um ano sitiada conquistou-la. A cidade passou a ser território mouro. Desde Mérida, Musa, dirigiou-se a Toledo.

Foram os mouros quem daram-lhe o nome de Ishbiliya (árabe أشبيليّة) que derivou depois em Shbiya para terminar como se conoce actualmente. Nesta época a sua riqueza cultural creciou enormemente pela cultura árabe, em tanto que tinha dependência do Califato de Córdoba convirtiéndou-se na mais importante de Al-Andalus. Foi capital dum dos reinos de taifas mais poderosos desde 1023 até 1091 gobernado pela família dos abádidas. Na época almohade construiram-se a Giralda, o Alcázar e a Igreja de São Marcos. Entre finais do século XI e até mediados do século XII asentaram-se os almorávides na cidade, uma época muito boa para os negócios e a arquitectura. Os cristãs reconquistaram a cidade em 1248 durante o reinado de Fernando III de Castela.

Baixa Idade Média

Depois da reconquista uma nova cultura tomou a cidade, os judeus, vinham desde todos os lugares, principalmente de Toledo e com certeza os que um século anterior tinham sido fugidos do río Betis a Tejo, alguns dos mais influêntes foram beneficiados com o reparto da cidade. Nunca foram bem vistos, pela sua destreza económica e pela rivalidade que tinham com alguns clérigos. Entre os anos 1354 e 1391 a aljama foi contínuamente assaltada e saqueada. A partir de então a falsa conversão de alguns practicantes de outras religiões, premitem-se actos inquisitivos na cidade, e é assim como celebrou-se o primer auto de fé em Sevilha no 6 de Fevereiro de 1483, no que foram queimadas vivas seis pessoas. Um decreto de 1483 anunciou que começava-se a expulsar da região andaluza em geral aos judeus que não foram bautizados, em 1492 foram desterrados os judeus de todo o país.

O descubrimento das Américas

O descubrimento do Novo Mundo em 1492 foi muito significativo para a cidade, que se convertiría no primer porto de saída europeio hacia América. Sevilha ya era a finais do século XC um dos principais portos castelhanos no comêrcio com a Inglaterra, Flandes e Génova fundamentalmente.

Os reis fundaram a "Casa de Contratación" (actualmente é o Arquivo de Indias), desde Sevilha dirigía-se e contratabam as viagens, controlando as riquezas que entrabam de América, e era o principal porto de enlace. Nesta época teve uma grande expansão urbana superando os 100.000 habitantes, convirtendo-se na cidade mais grande da Espanha. Mesmo assím converteu-se numa metrópoli com consulados de todos os países da Europa, e comerciantes vindos de todo o continente que ficabam afincados em Sevilha para realizar as suas empresas. Esto foi o que converteu à cidade num centro multicultural, com um forte florecimento das artes, em especial da arquitectura, la escultura, la pintura e la literatura, jogando um papel importante no Século de Ouro espanhol Nesse século se terminaram as obras de construcção da Sé, e outros edifícios novos como a Casa Pilatos, o Palacio de las Dueñas,e a Colegiata do Salvador. Também, como Sevilha era porto de América, foi residencia de de geógrafos y cartógrafos, como Américo Vespucio que falheceu nesta cidade o 22 de fevereiro de 1512.

O século XVII

A partir do século XVII e século XVIII a sorte de Sevilha comença a mudar, a principal causa é que a Casa da Contratação, passou a ser controlada desde o porto de Cádiz com o que a cidade tinha rivalidade desde faz tempo. Também sofreu a crisis econômica que afectou a toda Europa ademais das habituais inundações e outras calamidades como foi a epidémia com a que foi azotada em 1649, com mais de 60.000 muertos, aproximadamente o 46% da população existente, passando Sevilha de ter 130.000 aos 70.000 habitantes.

Todo não foram desgracias para a cidade, já que foi o início de uma boa época para as artes em todas as manifestações. Sevilha, colmada pelo espíritu contrarreformista transformou-se numa cidade-convento. Em 1671 havíam 45 mosteiros de frades y 28 feminínos. Franciscanos, dominicanos, agustinos y jesuítas instalaram-se em ela.

O século XVIII

A invasão francesa também afectou a Sevilha, foram o Mariscal Víctor com as suas tropas acompanhando ao rei José Napoleão (José I), quem ocuparam a cidade sem dar um só disparo o 1º de fevereiro de 1810 e até o 27 de agosto de 1812 que tiveram de retirar-se pelos contraataques anglo-espanhois.

O século XIX

Durante o século XIX chegou o comboio, para a sua construção foi neceasário derribar as milenárias muralhas que circundabam a cidade, e assim començou a cidade a se agrandar.

O século XX

A Guerra Civil Espanhola também afectou à capital andaluza (donde o general Gonzalo Queipo de Llano se faz com o mando da 2ª Divisão Orgánica), quando caiu em maõs dos sublevados ao mesmo tempo que Cádiz, Granada e Córdoba.

Foi também sede de la "Exposição Iberoamericana" em 1929 e da "Exposição Mundial" em 1992. Da primeira o monumento mais destacado que permanece é a Praça de Espanha. Da Expo 92, permanecem parte das instalações que foram reconvertidas no parque tecnológico mais importante da Andaluzia, o parque temático "Isla Mágica" e o monumental ponte do Alamillo sobre o Guadalquivir do arquitecto Santiago Calatrava. Destaca na actualidade a realização das obras do Metro de Sevilla.

Clima


O clima de Sevilla é mediterrâneo, com influências continentais. A temperatura media anual é de 18,6°C, o que faz de esta cidade uma das mais quentes de Europa. Os invernos são suaves; janeiro é o mês mais frio, com 15,9°C/5,2°F e os verões são muito quentes; julho possui as medias mais altas, 35,3°C/19,4°F e todos os anos superam-se os 40° em varias ocasões. As temperaturas extremas registadas na estação meteorológica do Aeroporto de Sevilla são de -5,5°C, em 12 de febreiro de 1956 e 46,6°C, em 23 de julho de 1995. Há um recorde não homologado pelo Instituto Nacional de Meteorología que é de 47,2°C em 1 de agosto de 2003. As precipitações são de 534 mm ao ano, cocentradas de outubro à abril; dezembro é o mês mais chuvoso, com 95 mm. Ha 52 dias de chuva ao ano, 2.898 horas de sol e 4 dias de leve posibilidade de gelo.

Festas populares


Sem dúvida alguma, a principal festa de Sevilla é a Semana Santa, na que 59 irmandades desfilam pelas suas ruas, saindo desde os diversos templos até a "Carrera Oficial" (percurso oficial obrigatório para todas), que começa na Campana e finaliza ao sair da Catedral, onde se realiza estação de penitencia. Um terço da população participa nas cofradías como irmãos da luz, "costaleros" o membros de uma banda.

Igualmente destacável é a "Feria de Abril", festa de carácter folclórico que reune cada ano a milhares de pessoas vindas de toda Espanha no recinto ferial. São típicas as "casetas" (barracas com forma de tendas) onde a gente reune-se para cantar e dançar sevilhanas e flamenco. Durante a semana de feria realizam-se uma série de touradas de fama nacional, na conhecida praça de touros de Sevilla "La Maestranza".


Sevilha

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