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A Semiótica (do grego semeiotiké, (arte) dos sinais, sintomas) é a ciência dos signos e da semiose, ou seja, do processo de significação na natureza e na cultura. A ciência é relativamente nova e teve como maiores expoentes o americano Charles S. Peirce e o suíço Ferdinand de Saussure. Os problemas concernentes à semiótica, também chamada semiologia (apesar de muitos teóricos diferenciarem os dois termos), podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho, por exemplo. Entretanto, somente no início do século XX com os trabalhos paralelos de Ferdinand de Saussure e C. S. Peirce, começa a adquirir o status de ciência e autonomia. Às vezes a semiótica é considerada parte da lingüística, outras vezes o inverso.

Segundo alguns autores, a semiótica nunca foi considerada parte da lingüística. De fato, ela se desenvolveu quase exclusivamente graças ao trabalho de não-lingüistas, particularmente na França, onde é freqüentemente considerada uma disciplina importante. No mundo de língua inglesa, contudo, não desfruta de praticamente nenhum reconhecimento institucional.

Embora a língua seja considerada o caso paradigmático de sistema de signos, grande parte da pesquisa semiótica se concentrou na análise de domínios tão variados como a propaganda, o cinema e os mitos. A influência do conceito lingüístico central de estruturalismo, que é mais uma contribuição de Saussure, levou os semioticistas a tentar interpretações estruturalistas de um amplo leque de fenômenos. Objetos de estudo, como um filme ou um ciclo de mitos são encarados como textos que comunicam significados, sendo esses significados tomados como derivações da interação ordenada de elementos portadores de sentido, os signos, que estão eles mesmos encaixados num sistema estruturado, de maneira parcialmente análoga aos elementos portadores de significado em uma língua. Quando busca uma ênfase deliberada na natureza social dos sistemas de signos examinados, a semiótica tende a ser altamente crítica e abstrata. Nos últimos anos, porém, os semioticistas se voltaram cada vez mais para o estudo da cultura popular, sendo comuns o tratamento semiótico das novelas de televisão e da música popular.



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