Os russos (em russo: Русские - Russkiye) são um grupo étnico eslavo oriental, antes de tudo vivendo na Rússia e países vizinhos.
O termo português russos é também usado para se referir aos cidadãos da Rússia, sem tomar em conta a etnicidade; em russo, esse significado é protegido pelo recentemente revivido termo politicamente correto rossiyanin (Россиянин, plural 'rossiyane). Os russos étnicos compõem cerca de 80% da população da Rússia.
Apesar do contínuo crescimento dos costumes religiosos desde os tempos soviéticos, as taxas de comparecimento às igrejas é relativamente baixa.
Além da ortodoxia, o budismo, o judaísmo e o islamismo gozam de status especial na Rússia, embora essas religiões sejam praticadas amplamente por minorias não russas.
Embora não estando entre os maiores grupos imigrantes, um número significativo de russos emigraram para o Canadá, Austrália e Estados Unidos. Brighton Beach, no bairro nova-iorquino do Brooklin, é um exemplo de uma comunidade de imigrantes recentes russos.
Ao mesmo tempo, muitos russos étnicos dos antigos territórios soviéticos tem emigrado para a Rússia a partir de 1990. Muitos deles se tornaram refugiados dos vários estados da Ásia Central e do Cáucaso (como também da república separatista da Chechênia), forçados a fugir das políticas de intranqüilidade e hostilidades contra os russos.
Após o colapso da União Soviética em 1991, alguns russos étnicos reclamaram de discriminação nos novos países independentes, que antes formavam a União Soviética. O governo da Letônia, que possui uma grande quantidade de russos em seu território, respondeu a essas declarações dizendo que a maior parte dos russos étnicos ou seus ancestrais chegaram como parte da colonização soviética e deliberada russificação que mudou o equilíbrio étnicono país. Deveria ser notado, no entanto, que entre os muitos russos que chegaram durante a era soviética o fizeram por razões econômicas, ou em alguns casos, porque foi ordenado que eles se deslocassem.
Alinhado com esse pensamento, no período pós-independência de Letônia e Estônia, muitos russos bálticos (tecnicamente, qualquer um daqueles que chegaram após a primeira ocupação soviética em 1940 e seus descendentes) não garantiram cidadania automática, mas foram os primeiros a solicitar teste de conhecimento das língua nacional, como também conhecimento da história do páis e de seus costumes. O assunto da língua é ainda contencioso, particularmente na Letônia, onde os russos étnicos tem protestado contra programas que exigem que 60% das escolas ensinem na língua nacional no lugar do russo. (Na Lituânia, onde o número de russos étnicos era de 10 a 20 % da população, a cidadania foi garantida automaticamente).
Ainda que aceitando a necessidade de correção das políticas do período soviético, a União Européia e o Conselho da Europa, assim como o governo russo, expressaram preocupação durante a década de 1990 com relação aos direitos das minorias em vários países, mais notadamente nos páises bálticos. Na Moldávia, a região controlada pelos russos étnicos da Transnístria se desligou do controle do governo temendo que o país em pouco tempo seja reunificado à Romênia.
Alguns etnólogos sustentam que os russos eram um grupo eslavo distinto mesmo antes da época da Rus de Kievan. Outros acreditam que a característica distintiva dos russos não é antes de mais nada sua separação dos rus ocidentais, mas que os russkiye são a mistura de eslavos orientais com tribos não eslavas. No entanto, a origem dos povos eslavos é um assunto onde não há consenso.
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