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Российская Федерация
Rossijskaya Federatsiya
Federação Russa
Flag of Russia.svg Russia_coa.png
(Em detalhe)
Lema: não tem LocationRussia.png Língua oficial Russo (entre muitas outras nas subdivisões políticas) Alfabeto oficial cirílico Capital Moscovo (ou Moscou) Maior cidade Moscovo (ou Moscou) Presidente Vladimir Putin Primeiro-ministro Mikhail Kasyanov Área
- Total
- % água 1º (o maior)
17.075.200 km²
0,5% População
- Total (2003)
- Densidade 7º mais populoso
144.526.378
9/km² Independência
Datas Dia da Rússia: 12 Jun de 1990
Concluída: 26 Dez de 1991 PIB
- Total (2003)
- per capita 9º maior
US$ 1,287 trilhões
US$ 11.200 Moeda Rublo (RUB) Fuso horário UTC +2 a +12 Hino nacional Hino da Federação Russa Código Internet .RU Código telefónico 7

A Rússia (em russo: Россия, transliteração: Rossíya) ou Federação Russa (em russo: Российская Федерация, transliteração: Rossiyskáya Federátsiya), é uma ex-república soviética, o país de maior área territorial do mundo, estendendo-se por quase metade da Europa e por cerca de um terço da Ásia. Compreende, além da porção metropolitana continental, o enclave de Kaliningrado, no Mar Báltico, e uma série de ilhas e arquipélagos árcticos, entre os quais os mais importantes são a Terra de Francisco José, as ilhas da Novaya Zemlya (por vezes aportuguesada desastradamente como Nova Zembla), a ilha de Kolguev, o arquipélago da Terra do Norte, as ilhas da Nova Sibéria e a ilha de Wrangell. Inclui também várias ilhas e arquipélagos no Extremo Oriente, em particular a ilha Sacalina, as ilhas Curilas e as ilhas Komandorskie. A porção continental limita a norte com o Mar Branco, Mar de Kara, Mar de Laptev, Mar da Sibéria Oriental e Mar de Chukchi, a leste com o Estreito de Bering e Mar de Bering, que estabelecem comunicação com o Alasca, com o Oceano Pacífico, com o Mar de Okhotsk e com o Mar do Japão, através do qual contacta com o Japão, a sul com a Coreia do Norte, com a China, com a Mongólia, com o Cazaquistão, com o Mar Cáspio, com o Azerbaijão, com a Geórgia e com o Mar Negro, do outro lado do qual está a Turquia, e a oeste limita com o Mar de Azov, com a Ucrânia, com a Bielorrússia, com a Letónia, com a Estónia, com o Golfo da Finlândia, com a Finlândia e com a Noruega.

Sua capital é a cidade de Moscovo (no Brasil Moscou), que em russo escreve-se Москва, lê-se Mosskvá.

História


Repetidas e devastadoras derrotas das tropas russas na Primeira Guerra Mundial levaram a motins generalizados nas principais cidades do Império Russo e à derrocada, em 1917, da dinastia dos Romanov, que reinou por 300 anos. Os socialistas, sob o comando de Vladimir Iliych Ulyanov (conhecido por Lenin) conquistaram o poder em seguida, e formaram a URSS. Sob o governo de Josef Stalin (nascido na Geórgia) o domínio russo sob a União Soviética se fortaleceu, ao custo de milhões de mortos e deportações. A economia e a sociedade soviética ficaram estagnadas em anos posteriores até que o Secretário Geral do Partido Comunista Mikhail Gorbachev introduziu a chamada glasnost (abertura, transparência) e a perestroika (reestruturação) numa tentativa de modernizar o comunismo, mas suas iniciativas, sem que o desejasse, estimularam forças que, mais tarde, até o fim de 1991, dividiram a antiga URSS em 15 repúblicas independentes. Desde então, a Rússia tem feito esforços para construir um sistema político democrático e uma economia de mercado, para substituir o rígido planejamento e controle social, político e econômico do período stalinista. Um conflito de guerrilhas forte ainda ocorre na região do Cáucaso russo, na república da Chechênia.

Política


Desde o fim da União Soviética no fim de 1991, a Rússia (formalmente a Federação Russa) enfrentou sérios desafios no seu esforço para criar um sistema político após 75 anos de governação soviética. Por exemplo, as principais figuras nos ramos Legislativos e Executivos defendem vistas opostas da direcção política da Rússia e dos instrumentos governativos que devem ser usados para as seguir. O conflito alcançou o seu clímax em setembro e outubro de 1993, quando o presidente Boris Ieltsin usou força militar para dissolver o parlamento e convocou novas eleiçõs legislativas (ver Crise constitucional russa de 1993). Este evento marcou o fim do primeiro período constitucional russo, que ficou defenida pela muito emendada constituição adotada pela república russa em 1978. Uma nova constituição, criando uma presidência forte, foi aprovada em referendo a dezembro de 1993.

Subdivisões


A Rússia é dividida em 89 subdivisões. 49 províncias, 21 repúblicas, 10 distritos autônomos, 6 territórios, 2 cidades autônomas e uma província autônoma.

Cada distrito autônomo faz parte de um território ou uma província, de que parcialmente depende. Outros tipos de subdivisões são perfeitamente independentes.

Nos últimos anos começou o processo de agregação das subdivisões. No 01 de Dezembro de 2005 a província de Perm e o distrito autônomo de Komi-Permyaki uniram-se no território de Perm; no 01 de Janeiro de 2007 os distritos autônomos de Taimyr e Evenkia se aderirão ao território de Krasnoyarsk. Assim o número de subdivisões se reduzirá a 86.

Geografia


O relevo é variado: dominam planícies e vales (3/4 do território). As planícies Leste-Européia e Oeste-Siberiana, divididas pelos montes Urais, são as maiores do planeta. Ponto mais elevado: monte Elbrus (5642 m.).

Quatro zonas climáticas - ártica, subártica, temperada e subtropical - determinam o clima da Rússia com 4 seguintes estações de ano: inverno longo e nevoso, primavera temperada, verão curto e quente e outono chuvoso. As temperaturas médias variam em todo o território: em janeiro - de -1 C a -50 C, em julho - de 1 C a 25 C. Cerca de 14 % do território (Sibéria Norte e Norte do Oriente Extremo) ficam além do círculo polar com o solo perenemente congelado. A noite lá é de 60 dias. As paisagens severas dos desertos árticos do Norte sucede a tundra com mofo, líquen e moita. O inverno na tundra conta com 8-9 meses por ano. Mais para o Sul estão espalhadas as famosas florestas russas que ocupam por volta de 43 % do território do país. A mata densa de coníferas de difícil acesso chama-se taiga.

Na zona central da Rússia encontram-se as florestas mais claras, mistas, dominadas por bétulas, álamos, carvalhos. As florestas das zonas centrais estão divididas por estepes - regiões parecidas com cerrado brasileiro. A maior parte de estepes é lavrada e semeada por trigo, centeio, milho, girassóis, etc. No Sul do país, principalmente na costa do Mar Negro, o clima é subtropical com o inverno curto e úmido e verão longo e quente. Praias bonitas, sol e águas cristalinas atraem turistas de todo o país.

Na Rússia há cerca de 120 mil rios. A maioria fica congelada no inverno

Economia


Segundo o Banco Mundial a economia russa é a 15ª do mundo(http://siteresources.worldbank.org/DATASTATISTICS/Resources/GNI.pdf) Mais de uma década depois do colapso da União Soviética em 1991, a Rússia continua a tentar estabelecer uma economia de mercado moderna e conseguir um forte crescimento económico. O país assistiu a uma severa contracção económica durante 5 anos, enquanto o governo e o parlamento diferiam sobre a implementação das reformas e a base industrial russa enfrentava um sério declínio. Além disso, um défice de gado em 1987, que desencadeou ajuda internacional de grande escala, causou grandes danos ao ego e à economia do nascente estado russo.

Apesar do declínio, o nível económico russo nucna chegou a descer muito baixo pois, por mais que a economia soviética fosse em termos de mercado livre e de resposta aos gostos dos consumidores, a verdade é que o povo russo em geral, a partir de meados da década de 1950, vivia bastante melhor que os cidadãos de países capitalistas há muito orientados para o mercado, como o México, a Índia, o Brasil ou a Argentina.

A taxa de analfabetismo era virtualmente zero, o ensino superior era muito bom e economicamente acessível, o desemprego quase não existia, a igualdade entre os géneros era uma das mais desenvolvidas do mundo, com as mulheres a chegar por vezes mais longe do que os homens nas suas carreiras, especialmente na ciência. Muitas famílias possuiam automóveis, TVs, gravadores de cassetes e podiam viajar de avião pelo menos uma vez por ano até às áreas balneares famosas do mar Negro.

Por outro lado, a produção e distribuição de produtos de consumo (particularmente de vestuário e alimentos) era relativamente primitiva e havia uma falta de habitação muito pronunciada em muitas das áreas urbanas, se bem que fossem raras situações de habitação degradada com deficiências sanitárias.

Depois da dissolução da URSS, causada mais por razões étnicas do que económicas, a primeira recuperação russa, ainda ligeira mas já a mostrar os sinais da influência do mercado livre, ocorreu em 1997, mas a crise financeira asiática desse ano culminou na desvalorização do rublo em Agosto de 1998, um endividamento do governo e uma deterioração aguda no nível de vida da maioria da população. 1998 ficou, assim, marcado pela recessão e por uma intensa fuga de capitais.

No entanto, a economia recuperou um pouco em 1999 e depois entrou numa fase de expansão rápida, com o PIB a crescer a uma taxa média de 6.8% por ano, entre 1999 e 2004, apoiado em preços mais altos no petróleo, num rublo mais fraco, num aumento na produção de serviços e na produção industrial.

Esta recuperação, a par de um renovado esforço governamental em 2000 e 2001 para fazer avançar as reformas estruturais, aumentou a confiança das empesas e dos investidores nas perspectivas russas para a segunda década de transição. A Rússia permanece fortemente dependente de exportações de matérias-primas, em particular do petróleo, do gás natural, de metais e de madeira, que correspondem a mais de 80% das exportações, o que deixa o país vulnerável às oscilações dos preços do mercado mundial. Em anos recentes, no entanto, a economia também sofreu um empurrão da crescente procura interna, que cresceu cerca de 12% por ano entre 2000 e 2004, o que mostra o fortelecimento do seu mercado interno.

O PIB do país atingiu 535 Bilhoes dólares em 2004, fazendo da economia russa a 16ª economia mundial. A capital russa, Moscou, contribui com 30% do PIB do país.

O maior desafio que a economia russa enfrenta é tentar encontrar um modo de encorajar o desenvolvimento de PMEs (pequenas e médias empresas) num clima empresarial dominado pelos oligarcas russos e possuidor de um sistema bancário jovem e disfuncional. Muitos dos bancos russos são possuídos por grandes empresários ou oligarcas, que usam frequentemente os depósitos para financiar os seus próprios negócios.

O Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento e o Banco Mundial tentaram normalizar as práticas bancárias fazendo investimentos em acções ordinárias e na dívida, mas com um sucesso muito limitado.

Outros problemas incluem um desenvolvimento económico desproporcionado entre as regiões russas. Enquanto que a região de Moscovo com a sua imensa população de 20 milhões de habitantes é uma metrópole moderna que vive com tecnologia de ponta e um rendimento per capita que se vai aproximando rapidamente do das economias mais fortes da eurozona, o resto do país, em especial as suas comunidades indígenas e rurais na Ásia, vive como vivia no fim da Idade Média. Mesmo assim, a integração no mercado está também a fazer-se sentir noutras cidades grandes como São Petersburgo, Kaliningrad e Ekaterinburg.

Encorajar o investimento estrangeiro é também um grande desafio. Até agora, o país tem beneficiado do aumento nos preços de petróleo e tem sido capaz de pagar uma boa parte da sua dívida externa, que era gigantesca. Uma redistribuição justa dos capitais ganhos pelas indústrias de recursos naturais pelos outros sectores também é um problema. A educação dos comsumidores e o encorajamento ao consumo é uma tarefa relativamente dura em muitas áreas de província, onde a procura é primitiva, muito embora alguns programas interessantes tenham sido postos em prática em cidades maiores, especialmente relacionados com as indústrias de vestuário, alimentação e entretenimento.

A recente detenção do mais rico empresário russo Mikhail Khodorkovsky, acusado de fraude e corrupção durante as grandes privatizações conduzidas no período de liderança de Boris Yeltsin, levou muitos investidores estrangeiros a preocupar-se sobre a estabilidade da economia russa. Muitas das grandes fortunas actuais, na Rússia, parecem ser o resultado ou da aquisição de propriedade estatal a muito baixo preço ou da aquisição barata de concessões governamentais. Outros países manifestaram a sua preocupação com a aplicação "selectiva" da lei contra empresários individuais.

Apesar de tudo, algumas grandes firmas internacionais têm grandes investimentos na Rússia. Um exemplo é a Scottish and Newcastle, uma produtora de cerveja que descobriu que o mercado da cerveja crescia muito mais rapidamente na Rússia do que noutras áreas da Europa.

A Rússia faz parte do tratado internacional chamado APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation), um bloco econômico que tem por objetivo transformar o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania.

Demografia


  • Composição da População: russos 82%, tártaros 4%, ucranianos 3%, chuvaches 1%, outros 10% (1996).
  • Idioma: Russo (Oficial), chuvache, calmuco, chechene.
  • Religião: Cristianismo 17,5% (ortodoxos 16,3%, católicos 0,3%, protestantes 0,9%), islamismo 10%, judaísmo 0,4%, outras 72,1% (maioria ateista) (1995).
  • População urbana: 77% (1998)
  • Crescimento demográfico: -0,2% ao ano (1995-2000)
  • Taxa de fecundidade: 1,35 filhos por mulher (1995-2000)
  • Expectativa de vida: Homens 61 anos e mulheres 73 anos (1995-2000)
  • Mortalidade infantil: 18 por 1.000 (1995-2000)
  • Analfabetismo: 0,6%(2000)
  • IDH''': 0,771 (1998)

Cultura


A literatura russa é muito famosa e, entre os grandes mestres da literatura universal, contam-se russos como Alexander Pushkin, Fiodor Dostoievski, Lev Tolstoi, Anton Tchekhov, etc.

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
12 de Junho dia da pátria



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