A rádio comunicação é um meio de comunicação sonoro transmitido por Radiação eletromagnética que se propaga através do espaço.
Na mesma época em 1893, no Brasil, um padre chamado Roberto Landell de Moura também buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em São Paulo.
As invenções como telefone (por Alexander Graham Bell ou Antonio Meucci), o fonógrafo (por Thomas Edison), o microfone (em 1877, por Émile Berliner), o circuito elétrico sintonizado (em 1897, por Oliver Lodge) e as próprias ondas de rádio (em 1887, por Heinrich Rudolph Hertz) deitaram o terreno que possibilitou a criação de um novo meio de comunicação.
Entre as diversas modalidades de radiocomunicação está a radiodifusão. Esta utiliza somente a transmissão de rádio através de estações transmissoras comerciais, estando a recepção por conta daqueles que possuem equipamento para captar os programas, músicas e sons emitidos.
Segundo Martin Barbero, o rádio é a mídia que oferece maior possibilidade de acesso no tempo e no espaço. Este caráter popular exige do editor de um programa de radiojornalismo uma linguagem coloquial, sintética e disposta em frases curtas e claras.
Em 1907 Forest transmitiu programas musicais experimentalmente para a cidade de Nova York, sendo uma das primeiras transmissões comerciais conhecidas e reconhecidamente com audiência, embora acadêmica. Quatorze anos mais tarde, o desenvolvimento das ondas curtas possibilitaria as transmissões internacionais.
No mesmo ano, nos EUA, surgiu a primeira emissora comercial, a WEAF, de Nova York, criada pela companhia telefônica Telegraph and Telephone Company (atual AT&T). A primeira emissora do Brasil foi a Rádio Sociedade, no Rio, fundada por Roquette Pinto e Henrique Morize.
Em um Brasil ainda sem televisão, viveu-se a época do auge do sucesso desse meio de comunicação, a chamada Era do Rádio, onde nomes famosos, como o do gaitista Maurício Einhorn começaram a destacar-se (Revista Veja, 2.11.2005, pág.114).
Entre as décadas de 1930 a 1950, o rádio viveu sua chamada "Era de Ouro", como a principal mídia para divulgação de informações, artistas e talentos, junto ao Cinema. A autorização do governo Vargas para a veiculação de publicidade no rádio, em 1932, deu à nova mídia um impulso comercial e popular. No mesmo ano, o governo começou a distribuir concessões de canais a indivíduos e empresas privadas. Em 1934, surgiu a Rádio Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro, uma das mais importantes do país pelas três décadas seguintes. No ano seguinte, foram criadas a Rádio Jornal do Brasil e a Rádio Tupi, duas emissoras históricas que existem até hoje. Em 1936, aparece a Rádio Nacional, que liderou audiência por 20 anos e transformou os padrões de linguagem do rádio brasileiro.
Devida facilidade de acesso, à ampla cobertura e à flexibilidade, o rádio oferece inúmeras possibilidades para a educação a distância no desenvolvimento de programas de educação formal e não formal.
Ao utilizar esse recurso aliado às escolas públicas, amplia-se a capacidade de estratégias criativas para uma educação de qualidade chegar o mais longe possível.
Esse veículo de comunicação tem como característica seu apelo da fala direta com o público, o contato íntimo entre o ouvinte e o locutor. O rádio cria a oportunidade para uma identificação mútua com a população, integrando-se à rotina cotidiana do ambiente familiar da comunidade, com grande potencial de mobilização e divulgação.
Assim, motivado pela cultura da oralidade, pelo seu grande poder de penetração nas áreas rurais - grande parte sem acesso a energia elétrica - e pelos custos mais baixos em relação a outras mídias, o rádio é ainda o principal meio de comunicação, justificando-se seu grande potencial de parceria pela educação.
Seu uso educacional pode ser realizado utilizando músicas e textos em sessões pedagógicas, auxiliando em diversos conteúdos professores e alunos, que a partir de suas realidades locais, vão definindo estratégias de ensino em suas escolas.
Um dos pontos positivos de se ter esse recurso na escola é poder fazer uso das peculiaridades locais em seus conteúdos programáticos, dando a professores e alunos a oportunidade melhorar sua auto estima.
Mais recentemente, foi registrado o curso de graduação em Radialismo no qual são formados profissionais aptos a produzir programas de rádio.
O equipamento é conectado a uma antena receptora, um sistema de sintonia e amplificadores de áudio, vídeo e/ou sinais digitais.
A questão do rádio digital, em contraposição à TV digital, parece estar bem encaminhada. O Brasil já possui um modelo de transmissão estabelecido, é o IBOC (In Band On Channel). Este é o padrão desenvolvido pelos americanos para o rádio digital e possibilita a transmissão do sinal digital simultaneamente com o sinal analógico. Foi estabelecido um prazo de “Simulcasting” (transmissão simultânea de ambos os sinais). Segundo estimativas da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo, toda a malha de receptores de rádio será atualizada para o formato digital em dez anos. Ou seja, durante este período ocorrerá o simulcasting para que todas as pessoas possam ter condições de adquirir um aparelho de rádio digital. Este novo formato de transmissão também traz diversas possibilidades para as emissoras. Por ser um meio digital, a transmissão de rádio poderá também incluir além do som, vídeos e imagens. Nos Estados Unidos já são realizadas transmissões de imagens para os aparelhos de rádios. Boletins metereológicos e sobre as condições de trânsito da cidade possuem apoio de mapas que são transmitidos pelas telas incluídas nos receptores. Atualmente, como é de costume com todo produto novo no mercado, os receptores de rádio digital estão com um preço relativamente elevado. Com o passar dos anos este custo será diminuído consideravelmente. Os receptores automotivos estão na faixa dos R$900,00 e os receptores comuns estão custando cerca de R$ 700,00. Valores ainda distantes da realidade da maioria dos ouvintes de rádio. Um dos fatores positivos trazidos pelo rádio digital é a melhora considerável na qualidade do áudio. A qualidade da transmissão AM será melhorada para o patamar da transmissão em FM. E a atual transmissão em FM será aprimorada para a qualidade de CD. Com estas novas características a favor, a expectativa que fica é de que o rádio seja revitalizado com a entrada desta nova tecnologia.
Essas rádios são consideradas livres por não se submeterem às pressões do mercado ou a qualquer interesse externo - estão livres portanto das práticas comuns as radios comerciais, como o jabá, e programas obrigatórios, como a 'hora do brasil', ou qualquer intervenção externa a radio. A programação é montada livremente pelos programadores.
A organização é feita através da autogestão dos programadores, de forma horizontal, sendo aberta a quem possa se interessar, sem restrições. Não há hierarquia, todos tem autonomia e responsabilidade sobre seu programa, não havendo diretoria, conselho ou qualquer organismo centralizador.
As rádios livres não funcionam através de uma concessão, como ocorre nas rádios comunitárias. Por não concordar com a legislação de concessão de rádios, nem da que trata das rádios comunitárias - que entre outras leis restringe seu alcance a 1 km de raio - a rádio livre simplesmente ocupa uma frequencia vazia e passa a existir sem se submeter a qualquer instituição, seja ela governo, partido, igreja ou empresa.
A maioria das rádios livres no Brasil funciona dentro de universidades, talvez por ter uma maior autonomia e um dos pilares ser a extensão, tem mais facilidade de burlar os aparatos repressores - diga-se anatel e o governo, através da polícia federal. Embora as rádios livres geralmente sejam localizadas nas universidades, elas não são rádios universitárias, pois são livres, pertencem a comunidade: não só aos estudantes, mas a todos os segmentos da sociedade.
As estações de radiocomunicação mantidas por radioamadores, se prestam para comunicados e conversas informais além dos concursos e competições nacionais e internacionais os chamados contestes. Além do passatempo, os radioamadores prestam serviços para testes de condições de propagação ionosférica, direta, e por reflexão, (inclusive lunar) nas mais diversas freqüências do espectro.
Em casos extremos, as estações de radiocomunicações de radioamadores, em função de sua portabilidade, agilidade, gama de utilização, potência, e sistemas de (antena)s de fácil montagem e alcance, auxiliam as autoridades de Defesa Civil do mundo inteiro nas situações de risco e calamidades públicas.
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"Rádio (comunicação)".
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