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A rádio comunicação é um meio de comunicação sonoro transmitido por Radiação eletromagnética que se propaga através do espaço.

História


Segundo alguns autores, a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio foi desenvolvida pelo italiano Marconi, no fim do século XIX. Outros advogam que foi desenvolvida pelo Croata Nikola Tesla.

Na mesma época em 1893, no Brasil, um padre chamado Roberto Landell de Moura também buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em São Paulo.

As invenções como telefone (por Alexander Graham Bell ou Antonio Meucci), o fonógrafo (por Thomas Edison), o microfone (em 1877, por Émile Berliner), o circuito elétrico sintonizado (em 1897, por Oliver Lodge) e as próprias ondas de rádio (em 1887, por Heinrich Rudolph Hertz) deitaram o terreno que possibilitou a criação de um novo meio de comunicação.

Entre as diversas modalidades de radiocomunicação está a radiodifusão. Esta utiliza somente a transmissão de rádio através de estações transmissoras comerciais, estando a recepção por conta daqueles que possuem equipamento para captar os programas, músicas e sons emitidos.

Segundo Martin Barbero, o rádio é a mídia que oferece maior possibilidade de acesso no tempo e no espaço. Este caráter popular exige do editor de um programa de radiojornalismo uma linguagem coloquial, sintética e disposta em frases curtas e claras.

As primeiras radioemissões


Consideram alguns que a primeira transmissão radiofônica do mundo foi realizada em 1906, nos EUA por Lee de Forest experimentalmente para testar a válvula tríodo como componente de amplificação eletrônica recém inventado por si.

Em 1907 Forest transmitiu programas musicais experimentalmente para a cidade de Nova York, sendo uma das primeiras transmissões comerciais conhecidas e reconhecidamente com audiência, embora acadêmica. Quatorze anos mais tarde, o desenvolvimento das ondas curtas possibilitaria as transmissões internacionais.

De 1920 à era de ouro do rádio


Em 1922, por ocasião do Centenário da Independência do Brasil, foi inaugurada a radiodifusão brasileira, com a primeira transmissão realizada no Rio de Janeiro.

No mesmo ano, nos EUA, surgiu a primeira emissora comercial, a WEAF, de Nova York, criada pela companhia telefônica Telegraph and Telephone Company (atual AT&T). A primeira emissora do Brasil foi a Rádio Sociedade, no Rio, fundada por Roquette Pinto e Henrique Morize.

Em um Brasil ainda sem televisão, viveu-se a época do auge do sucesso desse meio de comunicação, a chamada Era do Rádio, onde nomes famosos, como o do gaitista Maurício Einhorn começaram a destacar-se (Revista Veja, 2.11.2005, pág.114).

Entre as décadas de 1930 a 1950, o rádio viveu sua chamada "Era de Ouro", como a principal mídia para divulgação de informações, artistas e talentos, junto ao Cinema. A autorização do governo Vargas para a veiculação de publicidade no rádio, em 1932, deu à nova mídia um impulso comercial e popular. No mesmo ano, o governo começou a distribuir concessões de canais a indivíduos e empresas privadas. Em 1934, surgiu a Rádio Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro, uma das mais importantes do país pelas três décadas seguintes. No ano seguinte, foram criadas a Rádio Jornal do Brasil e a Rádio Tupi, duas emissoras históricas que existem até hoje. Em 1936, aparece a Rádio Nacional, que liderou audiência por 20 anos e transformou os padrões de linguagem do rádio brasileiro.

Rádio e Sociedade


O rádio é um meio de comunicação ao qual a maioria da população tem acesso. Por se tratar de um instrumento de baixo custo, pequeno porte e programações diversificadas, exerce uma maior incidência na vida diária das pessoas, tanto em zonas urbanas quanto rurais. Ele é rico em sugestão e sua capacidade de criar imagens, estabelecer laços afetivos e suscitar uma cálida sensação de intimidade com o ouvinte que recebe a mensagem em sua solidão, facilita a adesão, a identificação afetiva - mais que intelectual - a ela.

Devida facilidade de acesso, à ampla cobertura e à flexibilidade, o rádio oferece inúmeras possibilidades para a educação a distância no desenvolvimento de programas de educação formal e não formal.

Ao utilizar esse recurso aliado às escolas públicas, amplia-se a capacidade de estratégias criativas para uma educação de qualidade chegar o mais longe possível.

Esse veículo de comunicação tem como característica seu apelo da fala direta com o público, o contato íntimo entre o ouvinte e o locutor. O rádio cria a oportunidade para uma identificação mútua com a população, integrando-se à rotina cotidiana do ambiente familiar da comunidade, com grande potencial de mobilização e divulgação.

Assim, motivado pela cultura da oralidade, pelo seu grande poder de penetração nas áreas rurais - grande parte sem acesso a energia elétrica - e pelos custos mais baixos em relação a outras mídias, o rádio é ainda o principal meio de comunicação, justificando-se seu grande potencial de parceria pela educação.

Seu uso educacional pode ser realizado utilizando músicas e textos em sessões pedagógicas, auxiliando em diversos conteúdos professores e alunos, que a partir de suas realidades locais, vão definindo estratégias de ensino em suas escolas.

Um dos pontos positivos de se ter esse recurso na escola é poder fazer uso das peculiaridades locais em seus conteúdos programáticos, dando a professores e alunos a oportunidade melhorar sua auto estima.

Mais recentemente, foi registrado o curso de graduação em Radialismo no qual são formados profissionais aptos a produzir programas de rádio.

Tecnologia


Receptor

A função do radioreceptor é a decodificação dos sinais eletromagnéticos recebidos do espaço, captados pela antena, transformando-os em ondas sonoras, sinais digitais e/ou analógicos, para posteriormente serem tranformados em informação, por exemplo, a televisão, o rádio de automóveis, são receptores.

O equipamento é conectado a uma antena receptora, um sistema de sintonia e amplificadores de áudio, vídeo e/ou sinais digitais.

Transmissor

O radiotransmissor converte sinais sonoros, analógicos ou digitais em ondas eletromagnéticas, enviando-os para o espaço através de uma antena transmissora, para serem recebidos por um radioreceptor, por exemplo, emissoras de AM, FM ou de TV Alem do LW.

Transceptor

O radio-transceptor, funciona das duas formas, como transmissor, ou receptor, alguns exemplos de transceptor são, o telefone celular, os radares nos aeroportos, os equipamentos de comunicações em veículos oficiais, e de empresas particulares.

Modalidades

Além da radiodifusão, existem outras modalidades na utilização de equipamentos emissores de radiofreqüência que influenciam nas radiocomunicações.
  • Radiotelegrafia, bastante utilizada até meados da década de 1970. Após o advento da digitalização, a transcepção via código morse caiu em desuso comercialmente e militarmente, embora ainda existam utilizadores da radiotelegrafia.
  • Radiotelefonia ainda utilizada, porém em outros modos, por exemplo, os telefones celulares são modos de radilotelefonia.
  • Radioemissora não é necessariamente radiodifusão, ou radiocomunicação. Uma radioemissora pode emitir sinais de rádio para os mais diversos fins, desde militares até industriais.
  • Radiocomunicação é a modalidade mais utilizada.
  • Radiogoniometria é uma modalidade de radiolocalização. Um radiogoniômetro localiza uma emissão de radiofreqüência de qualquer modalidade.
  • Radiolocalização é uma forma de radiogoniometria. Um radiofarol, por exemplo, sendo um radioemissor, emite sinais que são recebidos por um radiogoniômetro, que tendo um sistema monodirecional de recepção, faz a triangulação da emissora, localizando-a com precisão.
  • Radioterapia por Diatermia, chamdo por alguns do meio médico de Ondas Curtas. Este sistema, embora não pertença ao assunto radiocomunicação, tem sua relevância, pois, é um dos maiores interferentes (Poluidor) nas radiocomunicações. Trata-se de um equipamento transmissor de radiofreqüência de alta potência utilizado em medicina e não em comunicação. Também não se deve confundir com Radioterapia por Radiação Ionizante), esta é realizada no comprimento de onda dos raios-x.
  • Radiocirurgia, também não diz respeito, até certo modo, à radiocomunicação, pois, trata-se de uma modalidade da utilização de potententes transmissores de radiofreqüência chamados de Bisturís Eletrônicos. Estes equipamentos podem ser utilizados como Cauterizadores eletrônicos, Eletrocoaguladores, além de eficientes equipamentos de corte de tecidos vivos. Nas neurocirurgias são excelentes por causarem menos danos do que as lâminas de corte dos bisturís convencionais. Sua relevância à radiocomunicação se dá pelo fato de serem (juntamente aos equipamentos de diatermia) grandes poluidores do espectro eletromagnético.

Rádio digital

A rádio digital é uma alternativa recente para a comunicação que permite que as transmissões por FM tenham qualidade de CD e as transmições por AM tenham qualidade semelhante das FM tradicionais.

A questão do rádio digital, em contraposição à TV digital, parece estar bem encaminhada. O Brasil já possui um modelo de transmissão estabelecido, é o IBOC (In Band On Channel). Este é o padrão desenvolvido pelos americanos para o rádio digital e possibilita a transmissão do sinal digital simultaneamente com o sinal analógico. Foi estabelecido um prazo de “Simulcasting” (transmissão simultânea de ambos os sinais). Segundo estimativas da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo, toda a malha de receptores de rádio será atualizada para o formato digital em dez anos. Ou seja, durante este período ocorrerá o simulcasting para que todas as pessoas possam ter condições de adquirir um aparelho de rádio digital. Este novo formato de transmissão também traz diversas possibilidades para as emissoras. Por ser um meio digital, a transmissão de rádio poderá também incluir além do som, vídeos e imagens. Nos Estados Unidos já são realizadas transmissões de imagens para os aparelhos de rádios. Boletins metereológicos e sobre as condições de trânsito da cidade possuem apoio de mapas que são transmitidos pelas telas incluídas nos receptores. Atualmente, como é de costume com todo produto novo no mercado, os receptores de rádio digital estão com um preço relativamente elevado. Com o passar dos anos este custo será diminuído consideravelmente. Os receptores automotivos estão na faixa dos R$900,00 e os receptores comuns estão custando cerca de R$ 700,00. Valores ainda distantes da realidade da maioria dos ouvintes de rádio. Um dos fatores positivos trazidos pelo rádio digital é a melhora considerável na qualidade do áudio. A qualidade da transmissão AM será melhorada para o patamar da transmissão em FM. E a atual transmissão em FM será aprimorada para a qualidade de CD. Com estas novas características a favor, a expectativa que fica é de que o rádio seja revitalizado com a entrada desta nova tecnologia.

Emissoras de rádio


Rádios portuguesas

Em Portugal o espectro radiofónico nacional é dividido pelo grupo Renascença (RR e RFM), pela RDP (Antena 1,2 e 3) e pela Media Capital (Rádio Comercial). Em termos regionais, a Rádio Voz de Alenquer 93,5 FM - 100,6 Fm, a Rádio Seixal e a Rádio Festival destacam-se pela grande aposta na música Portuguesa.

Rádios Brasileiras

No Brasil, destacam-se como as mais importantes, as rádios Bandeirantes(SP), Jovem Pan(SP), Itatiaia(MG), Gaúcha(RS), Globo(rede), Eldorado(SP), Tupi(RJ), Jornal do Comércio(PE), Sociedade(BA), Clube(PA), Banda B(PR) além da estatal Radiobrás, a emissora oficial do governo. Também está em crescimento a tendência à formação de redes de rádio, como a CBN e a Transamérica.

Listas de rádios

Rádios universitárias brasileiras

  • Rádio Universitária 107,9 FM (UFC, Fortaleza, Ceará)
  • Rádio Pulga 102,5 FM (UFRJ, Rio de Janeiro)
  • Rádio Interferência 91,5 MHz FM (UFRJ, Rio de Janeiro)
  • Rádio Universitária Metropolitana 1030 KHz AM (Rio de Janeiro)
  • Rádio Unijuí (Unijuí, Ijuí-RS) 106,9 MHz
  • Rádio UFMG Educativa 104,5 FM (UFMG, Belo Horizonte, MG)
  • Rádio USP 93,7 FM (USP - São Paulo)
  • Rádio Universidade FM 107,9 (UEL, Londrina - Paraná)
  • Rádio UNESP 105,7 FM (Unesp, Bauru - SP)
  • Rádio Veritas 102,7 FM (USC, Bauru - SP)
  • Rádio Universidade 1080 AM (UFRGS, Porto Alegre - RS)
  • Rádio Universidade Regional de Blumenau - FURB FM - 107,1 FM (FURB,Blumenau -SC)
  • Rádio Universitária 104,7 FM (UFES, Vitória, ES)
  • Rádio 100 - www.radio100.pt
  • Rádio Universitária Am e Fm (99,9) - Recife - PE - UFPE
  • Rádio Universitária 870 AM (UFG - Goiânia - GO)
  • Rádio Universitária 104,9 FM (UFJF - Juiz de Fora - MG) www.radio.ufjf.br
  • Rádio Universitária 107,1 FM - Uberlândia - MG
  • Rádio Universidade 108,1 FM (UEL - Londrina/PR)
  • Rádio Universitária 106.7 FM - Unoesc Joaçaba/SC - http://unoesc.fm

Rádios livres

Essas rádios são consideradas livres por não se submeterem às pressões do mercado ou a qualquer interesse externo - estão livres portanto das práticas comuns as radios comerciais, como o jabá, e programas obrigatórios, como a 'hora do brasil', ou qualquer intervenção externa a radio. A programação é montada livremente pelos programadores.

A organização é feita através da autogestão dos programadores, de forma horizontal, sendo aberta a quem possa se interessar, sem restrições. Não há hierarquia, todos tem autonomia e responsabilidade sobre seu programa, não havendo diretoria, conselho ou qualquer organismo centralizador.

As rádios livres não funcionam através de uma concessão, como ocorre nas rádios comunitárias. Por não concordar com a legislação de concessão de rádios, nem da que trata das rádios comunitárias - que entre outras leis restringe seu alcance a 1 km de raio - a rádio livre simplesmente ocupa uma frequencia vazia e passa a existir sem se submeter a qualquer instituição, seja ela governo, partido, igreja ou empresa.

A maioria das rádios livres no Brasil funciona dentro de universidades, talvez por ter uma maior autonomia e um dos pilares ser a extensão, tem mais facilidade de burlar os aparatos repressores - diga-se anatel e o governo, através da polícia federal. Embora as rádios livres geralmente sejam localizadas nas universidades, elas não são rádios universitárias, pois são livres, pertencem a comunidade: não só aos estudantes, mas a todos os segmentos da sociedade.

Radioamadorismo

Nas radiocomunicações o radioamadorismo é um meio de comunicação ocupa lugar de destaque. Apesar de ser um hobby, este tem vital importância para as pesquisas e desenvolvimento em diversas modalidades desta ciência.

As estações de radiocomunicação mantidas por radioamadores, se prestam para comunicados e conversas informais além dos concursos e competições nacionais e internacionais os chamados contestes. Além do passatempo, os radioamadores prestam serviços para testes de condições de propagação ionosférica, direta, e por reflexão, (inclusive lunar) nas mais diversas freqüências do espectro.

Em casos extremos, as estações de radiocomunicações de radioamadores, em função de sua portabilidade, agilidade, gama de utilização, potência, e sistemas de (antena)s de fácil montagem e alcance, auxiliam as autoridades de Defesa Civil do mundo inteiro nas situações de risco e calamidades públicas.

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