Papiro (Cyperus papyrus ; Cyperaceae) é uma planta aquática da mesma família da Tiririca (Cyperus rotundus), que é a planta daninha mais difundida do mundo, segundo o Guiness Book. Ela é considerada sagrada e fartamente encontrada no delta do Nilo. Era utilizada principalmente na produção de papel no Egito antigo.
O talo do papiro pode atingir até 6 metros de comprimento. A flor da planta, composta de finas hastes verdes, lembra os raios do sol e é exatamente por ter esta analogia com o sol, divindade máxima desse povo, que o papiro era considerado sagrado. O miolo do talo era transformado em papiros e a casca, bem resistente depois de seca, utilizada na confecção de cestos, camas e até barcos.
Confecção do papiro
Foi por volta de 2200 anos antes de
Cristo que os egípcios desenvolveram a técnica do papiro, uma espécie de
pergaminho e um dos mais velhos antepassados do papel. Para confeccionar o papiro, corta-se o miolo esbranquiçado e poroso do talo em finas
lâminas. Depois de secas, estas lâminas são mergulhadas em
água com
vinagre para ali permanecerem por seis dias, com propósito de eliminar o
açúcar. Outra vez secas, as lâminas são ajeitadas em fileiras horizontais e verticais, sobrepostas umas às outras. A seqüência do processo exige que as lâminas sejam colocadas entre dois pedaços de
tecido de
algodão, por cima e por baixo, sendo então mantidas prensadas por seis dias. E é com o peso da prensa que as finas lâminas se misturam homogeneamente para formar o papel amarelado, pronto para ser usado. O papel pronto era, então, enrolado a uma vareta de madeira ou marfim para criar o rolo que seria usado na escrita.
Legado do papiro
Muito da História do Egito foi legado à posteridade graças aos rolos de papiro encontrados nos túmulos de nobres e de
faraós.
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