Narcolepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios irresistíveis de sono e em geral distúrbio do sono. É um tipo de dissonia.
O sintoma mais expressivo é a sonolência diurna excessiva, que deixa o paciente em perigo durante a realização de tarefas comuns, como dirigir, operar certos tipos de máquinas e outras ações que exigem concentração. Isso faz com que a pessoa passe a apresentar dificuldades no trabalho, na escola e, até mesmo, em casa.
Na maioria dos casos, o problema é seguido de incompreensão familiar, de amigos e patrões. A sonolência, geralmente, é confundida com uma situação normal, o que leva a uma dificuldade de diagnóstico. É comum portadores da narcolepsia passarem a vida inteira sem se darem conta que o seu quadro é motivado por uma doença, sendo tachados por todo esse tempo de preguiçosos e dorminhocos. No entanto, se o narcoléptico procurar ajuda especializada, vai descobrir que é vítima de um mal crônico, cujo tratamento é feito por meio de estimulantes e que pode se prolongar por toda a vida.
As manifestações da narcolepsia, principiando pela sonolência diurna excessiva começam geralmente na adolescência, com piora o que leva à procura médica à medida que os sintomas se agravam. A narcolepsia é um distúrbios do sono que pode trazer conseqüências individuais, sociais e econômicas graves.
A causa da narcolepsia é o déficit do neurotransmissor denominado orexina no hipotálamo]. O déficit deste neurotransmissor estimulante leva à sonolência excessiva. A orexina é também denominada de hipocretina.
A palavra Narcolepsia vem do grego nárke = narco, estupor, sonolência + lepsis = lepsia, crise) é o desejo incontrolável de dormir ou as crises repentinas de sono. Esta palavra - narcolepsia - foi cunhada por Gelineau (1880), caracterizando esta doença crônica.
A narcolepsia é encontrada nas raças Dobermann, Labrador, Poodle, Beagle e Dachshund. É evidente o caráter genético em familiares de cães da raça Doberman com narcolepsia. A narcolepsia canina parece estar associada a um gene autossômico com penetrância incompleta denominado canarc-1. O estudo deste modelo animal é importante para a compreensão da narcolepsia humana, devido à semelhança na sintomatologia e no tratamento.
O tratamento da narcolepsia é feito com medicamentos estimulantes para manter os narcolépticos acordados, incluindo a anfetamina e seus derivados como o metilfenidato. Por ser uma doença de longa duração, o tratamento inclui também a orientação dos pacientes e familiares. A Associação Paulista de Medicina (APM) realiza desde 2001 em São Paulo reuniões periódicas de orientação aos portadores de narcolepsia e familiares, coordenadas pelo Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono (Prof. R. Reimão) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
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