article

Mary Parker Follet nasceu perto de Boston em 1868, formou-se em filosofia, direito, economia e administração pública e escreveu em vida 3 livros.

Suas idéias foram muito revolucionárias para sua época, e, em boa parte, continuam sendo até hoje desafiantes. Ela foi capaz de enxergar através do homem-máquina e propor que o ser humano somente se desenvolve quando carregado de responsabilidade, idéia que caminhava na contramão da corrente cientifica da época.

Seus principais escritos concentram-se sobre a Resposta Circular e o Conflito Construtivo.

Sobre a Resposta Circular ela afirma que as relações entre as pessoas estão em constante modificação, que o simples contato entre dois relacionantes já altera a forma como um vê ao outro.

Ela propõe que uma pessoa ao receber influência de outra, ao formular uma opinião já inclui essa nova percepção na sua fala e que essa nova percepção ao ser recebida pela outra pessoa irá alterar a forma como esta pensa, num ciclo contínuo e vicioso.

Sobre o Conflito Construtivo Follet afirma que as divergências são extremamente importantes porque revelam uma diferença de opinião que cedo ou tarde se manifestará, de forma danosa ou não. Follet afirma que existem três soluções possíveis para o conflito. A primeira seria a dominação onde um dos lados, o mais forte provavelmente, predominará e terá suas exigências atendidas, enquanto o outro lado não terá nenhuma de suas exigências atendidas, e assim, o conflito será na verdade sufocado. A segunda alternativa apontada por Follet diz que os dois lados cederão cada qual um pouco, e um meio-termo será adotado como solução. A esse método denominou conciliação, uma alternativa apontada por ela como nociva a ambos os lados já que nenhum tem suas reivindicações plenamente atendidas. A solução ideal proposta por ela é a Integração, na qual a resposta ao dilema não está concretizada e deve, portanto, ser pensada, inovada, criada. A Integração parte do pressuposto que o conflito existe porque demandas não são atendidas, e essas demandas não devem ser suprimidas, e sim supridas.

No entanto ela reconheceu que nem todas as disputas poderiam desse modo ser resolvidas e que embora seja a solução ideal, nem sempre é a real, e portanto muitas vezes a conciliação e até mesmo a dominação são as alternativas concretas.

Mary Parker Follet proferiu diversas palestras ao redor do mundo, principalmente entre 1925 e 1929, ano da quebra da bolsa de Nova Iorque. Sua obra é pouco difundida no ocidente, talvez, em virtude da época que foram propostas, ainda no fervor da Escola Científica. No oriente, principalmente no Japão, seus estudos são mais evidentes na administração das empresas, teorias as quais estiveram no mínimo 40 anos a frente de seu tempo e algumas que até hoje mostram-se ainda incompatíveis com o nível de desenvolvimento administrativo adotado nas empresas.

Morreu em 1933, alguns anos depois da morte de sua companheira.

Filósofos dos Estados Unidos da América | Mary Parker Follett | Mary Parker Follett | Mary Parker Follett

 

This article is licensed under the GNU Free Documentation License. It uses material from the "Mary Parker Follet".

Home Pageartsbusinesscomputersgameshealthhospitalshomekids & teensnewsphysiciansrecreationreferenceregionalscienceshoppingsocietysportsworld