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O território hoje conhecido como Letônia tem sido habitado desde 9000 a.C. Na primeira metade de 2000 a.C., as primitivas tribos bálticas chegaram ao território. Elas foram os ancestrais do povo letão.
Na Era Cristã, o território hoje conhecido como Letônia tornou-se principalmente um entroncamento comercial. A famosa "rota dos Vikings para a Grécia" mencionada em antigas crônicas partia da Escandinávia atravessando o território letão ao longo do rio Daugava até a antiga Rússia e o Império Bizantino.
Conhecida também como Livônia, a partir do século XIII a atual Letônia esteve sob domínio dos Cavaleiros Teutônicos. No século XVI tornou-se parte do reino da Polónia e Lituânia. Nesta época, o luteranismo espalhou-se pelo país. Nos séculos XVIII e XIX, a Rússia ganhou controle sobre a Letônia e regiões vizinhas. Com a devastação da Rússia pela Primeira Guerra Mundial, a Letônia declarou sua independência em 18 de Novembro de 1918.
Em 1934 o país tornou-se um estado autoritário, após um golpe de estado. O parlamento (Saiema) foi suspenso. A 17 de Junho de 1940 a União Soviética anexou o país de acordo com o pacto germano-soviético (também conhecido como Pacto Ribbentrop-Molotov) de 1939.
Exceto por um curto período de ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial, a Letônia permaneceu um território soviético até que as reformas da glasnost estimularam o movimento de independência letão. O país tornou-se novamente independente a 21 de Agosto de 1991. Desde então tem reforçado seus laços com o Ocidente e, em 1 de Maio de 2004 tornou-se membro da União Europeia e também da OTAN.
O parlamento unicameral, chamado Saeima é atualmente o mais alto órgão de autoridade do estado na Letônia. Ele discute e aprova as leis propostas pelo primeiro-ministro letão. O primeiro-ministro possui total responsabilidade e controle sobre seu gabinete, e o presidente da república tem apenas uma função cerimonial como chefe de estado.
No outono de 1991, a Letônia reimplantou partes significativas de sua constituição de 1922, e na primavera de 1993 o governo realizou um recenseamento para determinar quem estava apto a votar.
Após quase 3 anos de debates, a Letônia concluiu uma lei sobre cidadania e naturalização no verão de 1994. Pela lei, aqueles que eram cidadãos da Letônia em 1940 e seus descendentes podem pedir a cidadania. Cerca de 46% da população do país não pertence à etnia letã; ainda assim, 85% dos eslavos étnicos estão aptos a requerer residência. O critério de naturalização inclui um conhecimento do idioma letão em nível de conversação, um juramento de lealdade, renúncia à cidadania anterior, e um conhecimento da constituição letã. Se permite a dupla cidadania para aqueles que foram forçados a abandonar a Letônia durante a ocupação soviética, e adotaram outra cidadania. Criminosos condenados, viciados em drogas, ex-agentes dos serviços de inteligência soviéticos e alguns outros grupos estão excluídos do direito à cidadania.
A 19 de Março de 1991, o Conselho Supremo aprovou uma lei explicitamente garantindo "direitos iguais a todas as nacionalidades e grupos étnicos" e "garantias a todos os residentes permanentes na república, independente de sua nacionalidade, aos mesmos direitos ao trabalho e a salários". A lei também proíbe "quaisquer atividades voltadas à discriminação por nacionalidade, ou à promoção de supremacia ou ódio nacional".
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_da_Let%C3%B3nia"
Geografia da Letónia: país da Europa de Leste que faz fronteira com a Estónia, a norte; com a Rússia, a leste; e com a Lituânia, a sul. Tem uma área de 64.500 km2. As cidades mais importantes são Riga, a capital, Daugavpils, Liepaja, Jelgava e Jurmala.
País do Leste europeu, a Letónia é mais conhecida, no campo cultural, pelos intérpretes e compositores de música erudita, como é o caso de Gidon Kremer e vários cantores de ópera, para além dos seus Coros, premiados internacionalmente. As Latvju Dainas, canções populares, compiladas por Barons e Smits já no século XX, são também motivo de orgulho nacional.
A produção poética é extensa.
A epopeia "O Matador de Ursos" (Lacplesis) de Andrejs Pumpurs é um símbolo nacional.
A cultura letã está muito marcada pela relação com a natureza. Marca disso mesmo é o facto de um dos seus eventos mais conhecidos, o Festival Jani, ser a celebração da noite mais longa do ano (tal como o Natal, está relacionado com o solstício de Inverno e o início de um novo ciclo de vida). O respeito pelo ambiente é visível no carinho com que as cegonhas são tratadas neste país.
| Data | Nome em português | Nome local | Observações |
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