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 Germânica
  Ocidental
   Saxônica baixa
    Francônia baixa      Neerlandês
Neerlandês (Holandês) (nederlands, Hollands, Vlaams)
Falado em: Países Baixos, Bélgica, França, Alemanha, Suriname, Antilhas Holandesas, Aruba, Indonésia, África do Sul
Total de falantes: 24 milhões
Posição: 48
Classificação
genética:
Indo-europeu
Estatuto oficial
Língua oficial de: Países Baixos, Bélgica
Regulada por: Nederlandse Taalunië
Códigos de língua
ISO 639-1nl
ISO 639-2(B)dut
ISO 639-3nld
SILDUT

A língua holandesa é uma língua indo-européia do ramo ocidental da família germânica. É falada por cerca de 25 milhões de pessoas na Holanda, no norte da Bélgica e em sua capital, Bruxelas, no extremo litoral nordeste da França, no Suriname, nas Antilhas Holandesas, em Aruba e por certos grupos na Indonésia.

História


O holandês procede do baixo frâncico antigo (cerca de 400-1100), língua associada aos assentamentos tribais dos séculos IV ao IX no que atualmente é a Holanda e a Bélgica flamenga, excetuando-se os assentamentos frisãos e saxões no norte e no leste dos Países Baixos, respectivamente. O baixo frâncico ou francônio também é conhecido como antigo holandês. O período crucial do contato entre falantes germânicos do Mar do Norte e os procedentes do sul ou francônios ocorreu entre os séculos VII e VIII e foi o resultado da expansão merovíngia e carolíngia até as regiões germânicas da costa ocidental do Mar do Norte. Há pouquíssimos registros diretos desta língua, umas partes dos Salmos e poucas palavras e frases, ainda que a sua sucessora, o holandês médio (cerca de 1100-1500) possua bastante, especialmente a partir do século XII e nos dialetos ocidental (flamengo) e central (brabântico), ambos representantes das zonas meridionais mais prósperas, sendo do primeiro os textos mais numerosos.

O predomínio cultural e econômico das cidades flamengas foi especialmente grande durante o período do holandês médio e as influências lingüísticas de Flandres podem ser apreciadas em documentos originários de outras regiões. No século XV as cidades de Brabantia começam a superar as cidades flamengas em importância, predomínio que no século XVI se desloca para Amsterdã e outras cidades dos Países Baixos, como conseqüência de sua independência do domínio espanhol. Durante o século XVII se cria uma variedade genuinamente normativa que na língua escrita retém fortes influências de Flandres e Brabantia. Sob o domínio estrangeiro a língua perdeu espaço nas províncias meridionais e nos séculos XVIII e XIX foi relegada à condição de língua rústica, sendo o francês a língua normativa, mas esta situação foi corrigida pela ação política durante o século XX.

O holandês normativo é uma variedade do holandês moderno (a partir de 1600) baseado principalmente no dialeto de Amsterdã, já que esta cidade se converteu na capital do país independente.

A língua foi e é conhecida sob vários nomes; por exemplo, na Idade Média era chamada diets(ch) ou duits(ch), de onde deriva seu nome em inglês (dutch); no Renascimento era conhecida como nederduits(ch) ou literalmente baixo holandês para distingüi-la de suas vizinhas orientais, alto e baixo alemão, que no decorrer do tempo monopolizaram o nome duits. A denominação oficial moderna nederlands, neerlandês, é muito recente e ainda não teve êxito em vencer as designações populares como hollands (holandês) e vlaams (flamengo), usados nos Países Baixos e Bélgica, respectivamente.

Dados


A língua holandesa (nederlands, antigamente dietsch ou duytsch “(língua) do povo”, para distingüi-la do latim e nederduytsch baixo holandês para distingüi-la do alemão) é a língua oficial dos Países Baixos, de onde é a língua nativa da maior parte dos 14 milhões de habitantes, com exceção de cerca de 300.000 frisões e diversas minorias étnicas. É também uma das línguas oficiais da Bélgica, sendo a língua materna da comunidade flamenga que conta com cerca de 6 milhões de falantes nativos.

Dialetos


Ainda que a difusão geográfica do holandês seja limitada, há grande variedade de dialetos regionais, alguns dos quais têm pouca inteligibilidade entre si. Tradicionalmente os dialetos atuais são divididos em cinco grandes grupos:
  • Dialetos Norte-Orientais, que incluem as povíncias Holanda do Norte, Holanda do Sul e Utrecht, além de grandes partes de Gueldria e das Ilhas Zelandesas.
  • Dialetos Sul-Orientais, em Groningen, Drenthe, Overijssel, e na parte oriental de Gueldria.
  • Dialeto Central Meridional, na província do Brabante Setentrional e regiões limítrofes do Limburgo e nas províncias belgas de Antuérpia, Brabantia e Flandres Oriental.
  • Dialetos Sul-Ocidentais, na província belga da Flandres Ocidental e na Flandres Zelandesa; a este mesmo grupo pertenciam até há pouco falados no extremo noroeste da França entre Dunquerque e Bailleul.
  • Dialetos Ocidentais, na maior parte do Limburgo e na província do mesmo nome na Bélgica.

Os dialetos norte-orientais são às vezes chamados de saxão, os sul-orientais de francônio oriental, e os outros três grupos se supõe que derivam do francõnio ocidental. Os dialetos frisões atuais não estão incluídos nesta divisão pois são considerados de uma língua à parte.

Gramática


O neerlandês possui três classes de vogais e ditongos: seis vogais que são curtas e estão sempre seguidas de uma consoante; dez vogais e ditongos que podem ser longos e precisam ser seguidos por uma consoante; uma vogal que aparece apenas em sílabas não tônicas. Ao contrário do que ocorreu com o inglês, cuja ortografia se manteve inalterada apesar da evolução da pronúncia, o neerlandês foi sujeito a uma série de reformas para manter-se em linha com as mudanças na pronúncia. As principais inconsistências na pronúncia das vogais são as de ij e ei, que representam o mesmo ditongo, e a pronúncia de au e aw, que também representam o mesmo ditongo. As vogais livres se escrevem com letras duplas em sílabas fechadas, como vuur (fogo), boot (barco), mas com letras simples em sílabas abertas, como vuren (fogos), boten (barcos). Em contraste as vogais curtas sempre se escrevem com letras simples.

A língua neerlandesa possui as seguintes consoantes: oclusivas p, b, t, d, k; fricativas f, v, s, z, ch, g; nasais m, n, ng; abertas l, r; semivogais w, h, j.

As oclusivas sonoras e as fricativas b, d, v, z, g substituem as surdas p, t, f, s, ch respectivamente no final da palavra. A pronúncia mostra esses exemplos no caso de v e z (plural dieven ladrões, huizen casas, que no singular são dief ladrão, huis casa) mas que não ocorre no caso de b, d, g (plural ribben costelas, bedden camas, dagen dias, que no singular rib, bed, dag, pronunciadas rip, bet, dach.

A ordem da frase é sujeito, verbo e objeto, podendo ocorrer também complemento e verbo em orações subordinadas e verbo, sujeito e complemento na interrogação.

O acento tônico fica normalmente na primeira sílaba, não importando se os prefíxos são fracos. Os substantivos se dividem nos de gênero comum, com artigo determinado singular de e os neutros com artigo determinado het. Para ambos os gêneros o artigo determinado plural é de e o indeterminado singular é een. O designador de plural é -en ou -s, como de vrouw (“a mulher”), plural de vrouwen; de prijs (“o preço”), plural de prijzen; de zoon (“o filho”), plural de zonen.

Os pronomes demonstrastivos são "dit (“isto”), plural deze; die, dat “esse”, plural die. Os pronomes interrogativos são wie? “quem?”, wat? “que?”, hoe? "como?", waar? "onde?", wanneer? "quando?", waarom?'' "porquê?", etc.

A numeração de 1 a 10: een, twee, drie, vier, vijf, zes, zeven, acht, negan, tien”; 20 twintig; 21 een en twintig; 30 dertig; 40 veertig; 100 honderd''.

O neerlandês possui voz ativa e passiva, modos indicativo e imperativo e dois tempos simples no indicativo: presente e passado.

Fontes



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