O nome Kresy (polonês para "regiões fronteiriças", ou mais corretamente Kresy Wschodnie, Regiões Fronteiriças Orientais) é usado pelos poloneses, principalmente em contexto histórico, para se referir à Ucrânia Ocidental e Bielorrússia Ocidental, que pertenceram à Polônia durante 1921—1939. Esses territórios faziam divisa à Leste com a União Soviética, ao Norte com a Lituânia e Letônia e ao Sul com a Romênia.
Kresy corresponde aproximadamente ao território à Leste da Linha Curzon.
Durante 1921—1939 (Segunda República Polonesa), Kresy compreendia as seguintes voivodias (do Norte ao Sul e depois para o Oeste, veja o mapa ao lado).
Como uma conseqüência do pacto Ribbentrop-Molotov, em 17 de setembro de 1939 o território foi anexado pela União Soviética e uma significativa parte da população polonesa foi deportada para outras áreas do país.
Depois da invasão alemã, uma significativa parte da população da Kresy foi transferida para a Alemanha como força de trabalho (Ostarbeiter, "trabalhadores do oeste"). No final da Segunda Guerra Mundial eles foram colocados em acampamentos para "pessoas deslocadas" na Alemanha do pós-guerra. Os representantes soviéticos tentaram retirar as pessoas de nacionalidade bielorrussa e ucraniana dos acampamentos localizados nas zonas de ocupação oriental, a fim de transferí-los para a União Soviética. Muitos daqueles de Kresy que já haviam tido uma experiência da vida soviética buscaram evitar esse tipo de "repatriação". Em particular, alguns acampamentos que hospedavam bielerussos usavam o termo "rutenianos brancos" e "Krivichs" em seus documentos.
Após a Segunda Guerra Mundial o território Kresy foi oficialmente cedido à União Soviética (Repúblicas Socialistas Soviéticas da Ucrânia, Bielorrússia e Lituânia) e a maioria da população polonesa foi transferida para os territórios recuperados pela Polônia.
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