A Itália é um país europeu, localizado no sul do continente, ocupando a quase totalidade da Península Itálica, mais as ilhas da Sardenha e Sicília. A capital da Itália é Roma, que é também a maior cidade do país. A fundação do Estado italiano moderno remonta à Unificação, completada em 1870. O Estado italiano é atualmente uma república parlamentarista.
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Quando a hegemonia etrusca ia chegando a seu ocaso com a expansão dos latinos, os povos do Sul, em particular os oscos, úmbrios e outros povos do centro e Sul da atual Itália possuíam um numeroso rebanho bovino. Na língua dos oscos, o acusativo ‘vitluf’ (aos bezerros) deu lugar em latim a ‘vitellus’ (bezerrinho), palavra proveniente de vitulos (bezerro de entre um e dois anos). Estas palavras se derivaram do indo-europeu ‘wet-olo’ (de um ano cumprido), formada por sua vez a partir de ‘wet-‘ (ano), também presente em veterano e veterinário.
O gado vacum era tão importante para esses povos que adotaram como emblema a imagem de um touro jovem, que aparece em algumas moedas da época, com o nome de vitalos, que em pouco tempo converteu-se em ‘italos’, nome com que se denominou as tribos do Sul e que com o tempo incluiu também os latinos.
Até meados do século I, Itália era usado em latim para designar a Península, e ‘itali – orum’ para seus habitantes.
O nome Itália vem da Roma antiga. Os romanos chamavam o sul da península italiana de Italia, que significa "terra de bois" ou "terra de pastos".
Itália influenciou bastante o desenvolvimento cultural e social de toda a Europa mediterrânea, bem como teve muita influência sobre a cultura européia. Importantes culturas e civilizações existitam no país desde tempos pré-históricos. Importantes civilizações incluem a Magna Grécia e a civilização etrusca, que dominaram esta parte do mundo durante séculos, e especialmente o Império Romano, que estendeu seus limites sobre a maior parte do continente europeu, o norte da África e o Oriente Médio.
Após a queda do Império Romano do Ocidente em 476, a província italiana foi governada por uma série de reis bárbaros, até o século VI, quando os Estados Papais foram criados, com a capital em Roma, sob o comando da Igreja Católica Em 776, a Lombardia foi conquistada por Carlos Magno, que foi coroado imperador da Lombardia e do Sacro Império Romano-Germânico em 800, pelo Papa Leão III.
A partir do século X, as cidades do norte do que hoje é a Itália passaram a ficar mais independentes entre si, tornando-se centros políticos importantes. Tornando-se cidades-estados, ao longo da Idade Média e do Renascimento, exerceriam grande influência sobre o panorama cultural e econômico do continente europeu. O Estado de San Marino é um remanescente dessas cidades-estado.
A Itália tornou-se uma nação unida em 17 de Março de 1861, quando a maior parte das cidades-estado foram unidas sobre o comando do Rei Vítor Emanuel II, do Piemonte. Os arquitetos da Unificação italiana foram o Conde de Cavour, o ministro-chefe de Vítor Emanuel, e Giuseppe Garibaldi, um general e herói italiano. Roma ficaria sob o comando do Papado por mais uma década, até 20 de Setembro de 1870. O Vaticano é um país independente, um enclave totalmente cercado pela cidade de Roma, e um remanescente dos antigos Estados Papais.
O governo ditadorial de Benito Mussolini, em 1922, culminou com uma aliança com a Alemanha e o Japão, e a consequente formação do Eixo, que levaria à derrota italiana na Segunda Guerra Mundial. Em 2 de Junho de 1946, um referendo resultou na abolição da monarquia, e a instalação de uma república, que culminou com a adoção de uma nova constituição em 1 de Janeiro de 1948.
A Itália foi um membro fundador da OTAN, fundada em 4 de Abril de 1949, e da União Européia, criada entre 1952 e 1958. Em 14 de Dezembro de 1955, a Itália tornou-se um membro da Organização das Nações Unidas. O país, desde então, juntou-se à crescente unificação econômica e política da Europa Ocidental. Um exemplo disto foi a introdução do Euro como moeda oficial do país, em 1999, substituíndo a antiga lira italiana.
Colosseum-2003-07-09.jpg.]] A Constituição italiana de 1948 estabeleceu um parlamento bicameral, que consiste de uma Câmera dos Deputados (Camera dei Deputati) e de um Senado (Senato della Repubblica) bem como um sistema judiciário; e um sistema executivo composto de de um Conselho de Ministros (Consiglio dei ministri), liderado pelo primeiro-ministro (Presidente del consiglio dei ministri). O presidente da república (Presidente della Repubblica) é eleito para mandatos de sete anos de duração pelo parlamento, juntamente com um certo número de delegados regionais. O presidente escolhe o primeiro-ministro, e este proõe os outros ministros, que são aprovados pelo presidente. O Conselho de Ministros precisam ter apoio (fiducia - confiança) de ambas as casas do parlamento.
Os deputados que são eleitos para o parlamento são eleitos diretamente pela população. De acordo com a legislação italiana de 1993, a Itália tem membros únicos de cada distrito do país, para 75% dos postos no parlamento. Os outros 25% dos postos parlamentares são distribuídos regularmente. A Câmara dos Deputados possui oficialmente 630 membros (mas de fato, são apenas 619 depois das eleições italianas de 2001). O Senado é composto por 315 senadores, eleitos pelo voto popular, bem como ex-presidentes e outras pessoas (não mais que cinco), indicadas pelo presidente da república, de acordo com provisões constitucionais especiais. Ambas as Câmaras de deputados e o senado são eleitos para um mandato de no máximo cinco anos de duração, mas elas podem ser dissolvidas antes do término do mandato. Leis podem ser criadas na Câmara de deputados ou no Senado, e para serem aprovadas, precisam da maioria em ambas as Câmaras.
O sistema judiciário italiano é baseado nas leis romanas, modificadas pelo Código Napoleônico e outros estatutos adicionados posteriormente. Há também uma corte constitucional (Corte Costituzionale), uma inovação pós-segunda guerra mundial.
A Itália divide-se em regiões, cada uma envolvendo uma ou várias províncias que por sua vez estão divididas em comunas.
A maior parte da Itália está localizada na Península Itálica, no continente europeu, e onde dois enclaves independentes estão localizados: a República de San Marino e o Vaticano. As ilhas de Sicília e Sardenha também fazem parte da Itália.
A Itália limita-se ao norte com Suíça e com Áustria, a leste com a Eslovénia, com o Mar Adriático (através do qual contacta também com a Croácia, Montenegro, Albânia, e com o Mar Jónico, que a separa da Grécia. A Itália limita-se a sul com o Mar Mediterrâneo (incluindo o Canal de Malta que separa a Sicília de Malta), com o Mar Tirreno e com o Mar da Ligúria (ambos separando o território peninsular das ilhas da Sicília e Sardenha e da ilha francesa da Córsega). Finalmente, a Itália limita-se ao oeste com a França.
O terreno italiano é bastante acidentado, com os Apeninos formando o esqueleto central da península. O ponto mais alto do Itália é o Monte Branco, com seus 4.810 metros, mas dois vulcões estão mais associados com o país: o Monte Etna, na Sicília, e o Monte Vesúvio, perto de Nápoles.
Na cultura popular é comum associar o formato político-geográfico da Itália à uma bota.
A economia da Itália é a 8ª maior do mundo, e a 4ª maior da Europa. *, quando medida pelo seu PIB PPC. A economia italiana é altamente diversificada, possuíndo um rendimento total e per-capita mais ou menos igual ao da França ou do Reino Unido. Esta economia capitalista permanece dividida entre um norte altamente industrializado e desenvolvido, dominado por empresas privadas; e um sul dependente da agricultura, e menos desenvolvido, com uma taxa de desemprego de 20%. Por comparação com os vizinhos da Europa Ocidental, tem um grande número de Pequenas e Médias Empresas PMEs. A maior parte das matérias-primas necessárias à indústria e mais de 75% da energia são importadas.
Durante a última década, a Itália seguiu uma política fiscal apertada a fim de cumprir os critérios da União Económica e Monetária e beneficiou de taxas de juros e de inflação mais baixas, levando à adesão ao Euro desde o início, em 1999.
A performance económica de Itália tem vindo a atrasar-se em relação aos seus parceiros da UE, e o actual governo pôs em prática numerosas reformas de curto prazo destinadas a aumentar a competitividade e o crescimento a longo prazo da economia. Apesar disso, tem andado devagar na implementação de reformas estruturais consideradas necessárias pelos economistas neoliberais, como a diminuição dos impostos, a flexibilização das leis que regem o mercado de trabalho e a reforma do sistema de pensões por causa do abrandamento económico em curso e da oposição dos sindicatos.
A Itália é um país altamente urbanizado. As maiores cidades do país são Roma, Milão e Nápoles, cada uma com mais de um milhão de habitantes. A densidade populacional italiana é uma das mais altas da Europa, com 197 hab/km², tendo um total de 58.751.711 habitantes (2005).
A Itália possui uma taxa de crescimento populacional anual baixíssima, entre as menores do continente. Famílias que vivem no sul predominantemente agrícola possuem mais filhos do que famílias que vivem no norte industrializado.
Cerca de 95% da população italiana tem origem na península. Minorias incluem teutônicos (de língua alemã) que vivem na região de Trentino-Alto Ádige, e eslovenos, que vivem na região de Trieste, bem como descendentes de provençais (de língua francesa), que vivem na região do Vale de Aosta. Nos últimos anos tem aumentado muito a imigração de pessoas de fora da União Europeia para a Itália, principalmente do leste europeu e norte da África. Estatísticas recentes indicam que cerca de 2 milhões de extra-comunitários vivem na hoje na Itália, representando 3% da população do país.
A Itália é um dos países que mais influência teve e tem na cultura europeia e mundial, em todas as áreas da arte e cultura. Enquanto país, não existia antes da unificação das cidades-estado. O Risorgimento surge apenas em 1861. Em função disto, muitas tradições culturais que hoje reconhecemos como italianas são mais associadas a regiões específicas do país. A Itália é o local de nascimento de diversos movimentos artísticos e intelectuais que se espalharam pela Europa e pelo mundo, como o Renascimento e o Barroco. Talvez a maior contribuição italiana para a arte e cultura resida nas obras dos artistas Michelangelo, Leonardo da Vinci, Donatello, Botticelli, Fra Angelico, Tintoretto, Caravaggio, Bernini, Ticiano e Rafael, entre outros. Além da pintura, escultura e arquitectura, as constribuições da Itália para a literatura, ciência e música são incontornáveis.
A base da moderna língua italiana foi estabelecida pelo poeta florentino Dante Alighieri, cuja obra A Divina Comédia é considerada a mais importante do período medieval. Em italiano escreveram Boccaccio, Castiglione e Pirandello, além dos poetas Tasso, Ariosto, Leopardi, e Petrarca, cujo mais famoso estilo é o soneto, uma invenção italiana. Grandes filósofos são Bruno, Ficino, Machiavelli, Vico, Gentile, e Eco.
Na actividade científica destacam-se os nomes de Galileo Galilei, Leonardo da Vinci, Fermi, Cassini, Volta, Lagrange, Fibonacci e Marconi.
Da música popular à clássica, a expressão dos sons tem um papel importatíssimo na cultura italiana. A Itália é o local onde nasceu a ópera, por Claudio Monteverdi. Instrumentos inventados em Itália como o piano e violino permitem executar formas artísticas como a sinfonia, concerto, e sonata). Alguns dos compositores italianos mais célebres são Palestrina e Monteverdi, ambos da época da Renascença, os compositores do Barroco Corelli e Vivaldi, os clássicos Paganini e Rossini, os românticos Verdi e Puccini e os contemporâneos Berio e Nono.
O cinema italiano também exerceu decisiva influência com o movimento do neo-realismo, movimento nascido no país e que revelou grandes diretores como Roberto Rossellini, Vittorio De Sica e Luchino Visconti. Outros diretores se incluem no panteão dos maiores mestres da sétima arte, como Michelangelo Antonioni, Federico Fellini, Sergio Leone, Pier Paolo Pasolini, Ettore Scola, Bernardo Bertolucci, Mario Monicelli, Dino Risi, Marco Bellochio, e mais recentemente, Nanni Moretti. Todos eles, de estilos diversos e fascinantes, possuem ao menos um ponto em comum: são alguns dos mais polêmicos, criativos e mordazes investigadores e críticos da sociedade contemporânea, isso nas artes em geral. Atores como Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Vittorio Gassman, Anna Magnani e Monica Vitti são alguns dos mais conhecidos de todos os tempos.
| Data | Nome em português | Nome local | Observações |
|---|---|---|---|
| 1 de Janeiro | Ano novo | Capodanno | |
| 6 de Janeiro | Epifania | Epifania | |
| Variável | Páscoa | Pasqua | |
| 25 de Abril | Dia da Libertação | Festa della Liberazione | Comemora a libertação da Itália do regime fascista de Mussolini e do regime nazista de Hitler. |
| 1 de Maio | Dia do Trabalhador | Festa del Lavoro | |
| 2 de Junho | Dia da República | Festa della Repubblica | Comemora a implantação da República |
| 15 de Agosto | Assunção de Nossa Senhora | Assunzione della B.V. Maria | |
| 1 de Novembro | Dia de Todos os Santos | Ognissanti | |
| 8 de Dezembro | Imaculada Conceição | Immacolata Concezione | |
| 25 de Dezembro | Natal | Natale | |
| 26 de Dezembro | Santo Estêvão | Santo Stefano | Primeiro mártir cristão |
Italië | Italien | Italia | إيطاليا | Italia | Італія | Италия | Italia | Italija | Itàlia | Italia | Itálie | Итали | Yr Eidal | Italien | Italien | Ιταλία | Italy | Italio | Italia | Itaalia | Italia | ایتالیا | Italia | Itaalia | Italie | Étalie | Italie | Itaalje | An Iodáil | Italia | Ikalia | איטליה | इटली | Italija | Itali | Olaszország | Italia | Italia | Italia | Ítalía | Italia | イタリア | .italian. | იტალია | ಇಟಲಿ | 이탈리아 | Îtalya | Itali | Italia | Italia | Italien | Italië | Italija | Itālija | Италија | इटली | Itali | Italja | Italy | Italia | Italien | Italiën | Italië | Italia | Italia | Italie | Itàlia | Итали | Włochy | اټاليا | Italia | Italia | Италия | इटली | Itàlia | Italia | Italija | Italy | Taliansko | Italija | Italia | Италија | Italien | இத்தாலி | ประเทศอิตาลี | Italya | İtalya | Італія | اٹلی | Itałia | Ý | איטאליע | 意大利 | Italia | 意大利