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Ilhotas de Langerhans são um grupo especial de células do pâncreas que produzem insulina e glucagon, substâncias que agem como importantes reguladores do metabolismo de açúcar.

Nomeadas em homenagem a Paul Langerhans, o cientista alemão que as descobriu em 1869, essas células se dispõem em aglomerados (clusters) no pâncreas. Elas fazem e secretam estes hormônios que ajudam o corpo a quebrar e usar o alimento.

Existem cinco tipos de células numa ilhota:

  • células beta, que fazem insulina;
  • células alfa, que fazem glucagon;
  • células delta, que fazem Somatostatina;
  • células PP, cuja função ainda é desconhecida
  • células D1, cuja função também é desconhecida.

São as ilhotas de Langerhans que compõem a parte endócrina do pâncreas.

Uma linha de pesquisa avançada na Medicina tenta curar o diabetes através do transplante das ilhotas de Langerhans, em substituição ao transplante de pâncreas. O procedimento é relativamente simples, tem poucas complicações e exige uma hospitalização de curta duração. O grande problema é a obtenção das células, que são originárias de cadáveres. São necessários em média três doadores para se conseguir um número razoável de células.

No Brasil, o primeiro transplante de ilhotas de Langerhans para curar diabetes do tipo I ocorreu em 2004, no Hospital Albert Einstein de São Paulo.

Endocrinologia

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