Glasgow (Glásgua em português e Glaschu em gaélico escocês) é a maior cidade da Escócia, no Reino Unido. A sua forma aportuguesada é Glásgua. Localiza-se no sul da região, nas chamadas Lowlands. Tem cerca de 629501 habitantes (censo de 2001). Tem origem num povoado do século VI, tendo o seu desenvolvimento acelerado após a união da Escócia com a Inglaterra em 1707.
Há quem diga que a vantagem de Glásgua no comércio do tabaco perante outras cidade tem a ver com a localização geográfica.
Uma viagem de um barco mercante no século XVIII até Charleston, South Carolina ou Annapolis, Maryland era duas a três semanas mais curta do que uma outra partindo de Londres ou Bristol, o que tem repercursões na estructura de custos, (mais baixos) e no retorno do investimento.
No entanto, em contrapartida, o comércio com o continente europeu de reexportação do tabaco (o mais lucrativo) é mais longo a partir de Glasgow do que de Londres, o que contraria a vantagem inicial.
Mais importante parece ser o apurado sistema financeiro. Entre 1740 e 1770 foram fundados 6 novos bancos em Glásgua para financiar este comércio. Os empresários de Glagow têm modestas exigências quanto à redistribuição dos lucros. Apenas 5%. O resto, uma boa parte do lucro era reinvestido no negócio. O resultado foi que o comércio do tabaco de Glasgow se tornou uma das indústrias mais fortemente capitalizadas do Reino Unido (e do mundo) no século XVIII.
Adam Smith, professor na Universidade de Glásgua entre 1751 e 1764 era amigo do comerciante de tabaco John Glassford, que o informava dos eventos nos EUA e que também se mostrava interessado no progresso de "A riqueza das nações"
Esta nova riqueza comercial criada em Glásgua tinha um correspondente interesse na educação e na ciência. A maioria dos filhos de comerciantes frequentavam a universidade, liam grego e latim. Em 1790 mais de metade dos alunos da Universidade de Glasgow eram de famílias de comerciantes e industriais, em comparação com apenas 8% na Universidade de Cambridge.
O efeito "trickle down".
As fortunas mercantis acumuladas pelo comércio de tabaco de Glasgow no século XVIII foram investidas na indústria no século XIX. Mesmo quando o comércio de tabaco abrandou, a cidade de Glasgow manteve-se um importante centro económico.
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