A Força Aérea Brasileira - FAB, também conhecida como Aeronáutica, é uma das três forças armadas do Brasil. É a maior força aérea da América Latina em contigente, número de aviões e poder de fogo.
Embora o debate em torno da criação de uma força aérea única, fundindo as já existentes aviações do Exército e da Marinha, assim como a criação de um ministério exclusivo para gerenciar a aviação brasileira, viesse ocorrendo desde o início dos anos 1930, a guerra na Europa acabou por reforçar essa tendência, consolidando a idéia de que era preciso centralizar os meios aéreos do país. O desperdício e os problemas decorrentes de um gerenciamento em separado de múltiplas aviações, militares e civis, constituiu-se num dos principais argumentos em favor da criação do Ministério do Ar.
Finalmente, após amplo debate e campanhas na imprensa, Getúlio Vargas, em 20 de janeiro de 1941, assinou o Decreto 2961, criando o Ministério da Aeronáutica e estabelecendo a fusão das forças aéreas do Exército e da Marinha numa só corporação, denominada Forças Aéreas Nacionais. Pouco depois, em maio de 1941, um novo decreto mudou o nome da recém nascida força aérea para Força Aérea Brasileira, FAB, nome que permanece até os dias de hoje.
A Força Aérea Brasileira obteve seu batismo de fogo durante a II Guerra Mundial participando da guerra anti-submarino no Atlântico Sul e, na Europa, como integrante da Força Expedicionária Brasileira que lutou ao lado dos Aliados na frente italiana. Foram mandadas para a Itália duas unidades áereas da FAB, o 1º Grupo de Aviação de Caça, o Senta Pua!, e a Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO).
Em 9 de novembro de 2003, foi inaugurado em Pianoro, Itália, mais precisamente no distrito de Livergnano, uma placa em homenagem ao 2º Tenente-Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, primeiro piloto da FAB abatido em cambate, e a todos os demais integrantes da Força Aérea que estiveram lutando na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A placa foi agregada ao monumento já existente em homenagem aos que morreram combatendo os fasci-nazistas na guerra. A localidde de Livergnano foi escolhida por ter sido o local onde a aeronave de caça do Ten Cordeiro, um P-47 Thunderbolt, foi abatida em 6 de novembro de 1944, pela temida Flak, bateria antiaérea alemã, no regresso de uma missão de combate no norte da Itália.
Atualmente há debates entre especialistas militares sobre um atualização da força aérea, que ficaria atrás em tecnologia do Chile e do México. Mas como ficará a aeronautica brasileira é um grande misterio, pois, até o presente momento não foi fechado nenhum acordo sobre isso.
A Força Aérea Brasileira é subordinada ao Ministério da Defesa do Brasil.
O comando militar da força é exercido pelo Comando da Aeronáutica - COMAER, ao qual estão subordinados quatro Comandos-Gerais, dois Departamentos e diversos outros órgãos relacionadas com o funcionamento e administração da aviação militar brasileira, do controle do espaço aéreo, tanto civil como militar, e da pesquisa e desenvolvimento aeroespaciais.
Os quatro Comandos Gerais são:
E os dois Departamentos são:
Na estrutura do COMGAR, as unidades aéreas são agrupadas em quatro forças aéreas, a saber:
Obs: A IV Força Aérea está temporariamente desativada.
As bases aéreas, por sua vez, estão organizadas através de uma divisão regional do território brasileiro, onde cada região (num total de sete) fica subordinada a um Comando Aéreo Regional - COMAR. São eles:
As principais bases aéreas da Força Aérea Brasileira são:
Para classificar suas aeronaves, a Força Aérea Brasileira utiliza, com pequenas diferenças, o mesmo código da Força Aérea dos Estados Unidos - USAF.
As siglas da FAB para indicar os diferentes tipos de aeronaves são:
Para aviões de funções múltiplas ou diferenciadas as siglas são:
A designação individual das aeronaves segue um código numérico. Cada aeronave possui um número de matrícula, na casa de milhar, de acordo com o critério abaixo:
Obs: o milhar 5, anteriormente reservado aos aviões bombardeiros, passou, desde a entrada em serviço dos jatos A-1 (EMBRAER AMX) em 1989, para os aviões de ataque.
Em julho de 2005, a Força Aérea Brasileira contava com o efetivo de 73.500 pessoas, sendo 66.020 militares e 7480 civis.
O efetivo militar era assim distribuído:
Onde são:
1 Airbus A 319 ACJ VC-1 -- VIP
10 BAe-125-400 -- CAL/VIP
2 Bell 206B Jet Ranger -- U
42 Bell Iorquis SH/UH-1H -- A/SAR/U
4 Boeing 707 KC-137 -- T/RV/VIP
2 Boeing 737-200 -- VIP
12* EADS/CASA C-295 -- T
7/10 Cessna 208 Caravan I/II -- T/U
10/2* Dassault Mirage 2000C/B -- C/I/TR
10 DHC-5A Buffalo -- T
99** Embraer ALX Super Tucano A-29A/B -- A/TR
107 Embraer 312 Tucano T-27 -- A/L/TR/DEM
53 Embraer AMX A-1A/B -- A/R
30 // 12 Embraer 326GB Xavante // Atlas Impala Mk I/II -- A/TR
5/3 Embaer 145 R-99A/B -- AEW/SR
10 Embraer 145 C-99 -- T/VIP
23 Embraer 120 Brasilia C/VC-97 -- T/VIP
90 Embraer 110 Bandeirante C-95 -- CAL/F/SAR/T
19 Embraer 111 Bandeirulha P-95 -- EM
6 Embraer 120 Xingu -- VIP
9 Embraer 810 Seneca II/III -- L/U
2 Embraer 201 Ipanema Rebocador -- REB
10/1 Eurocopter AS-332 Super Puma CH-34 -- T/VIP
9/3 Gartes Learjet VC/R-35A -- VIP/F
1 Gates Learjet VC-55 -- VIP
1 Glasflugel Standard Libelle 201B -- PLA
4 Hawker 800XP -- CAL
25 Helibras HB-350B Esquilo -- L/SAR/T
3 Helibras HB-355 Esquilo Biturbina -- U/VIP
3/4/2 LETBlanick L-13/L-23/L-33 Solo -- PLA/TR
23 Lockheed C/KC-130E/H Hercules -- SAR/T/RV
8* Lockheed P-3BR Orion -- EM/ASW
21 Neiva Regente U-42 -- L/U
96 Neiva Universal T-25C -- TR
49/6 Northrop F-5E/F (M)*** Tiger II -- A/C/TR
1 Schleicher ASW-20 -- PLA
6* Sikorsky S-70 Black HawwK SH-60 -- C-SAR
.*encomendados - **encomendados (entrega em andamento) - ***todos sendo modernizados para o padrao M
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