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O Estreito de Ormuz (تنگهٔ هرمز em Persa) é um pedaço de oceano relativamente estreito entre o Golfo de Omã ao sudeste e o Golfo Pérsico ao sudoeste. Na sua costa norte está o Irã e na costa sul os Emirados Árabes Unidos e o enclave de Omã.

Situação estratégica das ilhas


Straße von Hormuz.jpg]] Próximo da costa norte situam-se algumas ilhas, que incluem Kish, Qeshm, Abu Musa e as Tunbs Maior e Menor. Essas ilhas têm posições estratégicas enormes, funcionando com plataformas de controle do tráfego marítimo.

Em uma conferência à imprensa em 18 de Dezembro de 1997, O ministro do Exterior e Deputado iraniano Abbas Maleki disse que o Irã apoiava o livre transporte de petróleo através do estreito de Ormuz, mas se reservava a opção de fechar o estreito ao tráfego marítimo se o Irã estivesse ameaçado.

Etimologia


A abertura do Golfo Pérsico foi descrita, mas não denominada, no Périplo do Mar da Eritréia, um guia marítimo do século I:

Cap.35. No final dessas ilhas Calaei existe uma cadeia de montanhas chamada Calon, e lá segue-se, não muito além, a boca do Golfo Pérsico, onde há muito mergulho para os pescadores de pérolas e mariscos. A esquerda dos estreitos há grandes montanhas chamadas Asabon, e à direita crescem, bem à vista, outras montanhas arredondadas e altas, chamadas Semiramis; entre elas, a passagem através do estreito tem aproximadamente 600 estádios; além dos quais aquele grande e largo mar, o Golfo Pérsico, avança longe no interior (das terras). Na parte superior e final deste golfo há uma cidade mercantil, designada pela lei, chamada Apologus, situada perto de Charax Spasini e do Rio Eufrates.

Existem duas opiniões sobre a etimologia deste nome. Segundo a crença popular, deriva do nome do Deus Persa هرمز Ormoz (uma variação de Ahura Mazda). Outros historiadores e lingüistas derivam o nome Ormuz da palavra persa local هورمغ Hur-mogh significando Tamareira. Na realidade, nos dialetos locais de Hurmoz e Minab este estreito ainda é chamado Hurmogh e tem o significado acima mencionado.

Tragédia aérea


Em 3 de Julho de 1988, o estreito de Ormuz foi palco de uma das mais controversas tragédias da aviação da História, quando o vôo 655 da companhia iraniana Iran Air, um Airbus A300, foi abatido por um navio de guerra da marinha americana, o USS Vincennes (CG-49). Todas as pessoas a bordo morreram (na maioria mulheres e crianças), e uma situação de crise internacional foi dificilmente evitada quando o presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush disse "I will never apologise for what Americans do" (Nunca pedirei desculpas pelo que os Americanos fazem) e o presidente iraniano jurou vingança sobre os americanos. As circunstâncias dessa tragédia ainda não foram, e talvez nunca serão, totalmente esclarecidas.

Links externos


Estreitos

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