AKrommel.jpg Erwin Johannes Eugen Rommel (Heidenheim, 15 de Novembro de 1891 – Herrlingen, 14 de Outubro de 1944). Um dos mais destacados e brilhantes oficiais do exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Tornou-se mundialmente famoso por sua intervenção na África do Norte entre 1941 e 1943, no comando do "Afrika Korps", um destacamento do exército alemão destinado a auxiliar as forças italianas que então batiam em retirada frente ao exército britânico. Por sua audácia e domínio das táticas de guerra com blindados, granjeou o apelido de "A Raposa do Deserto" e entre os árabes como "O Libertador", sendo temido e respeitado por seus comandados e também por seus inimigos.
Em 1915, recuperado do ferimento na perna, assume o comando de uma companhia de infantaria em Argonne, quando por outra ação audaciosa no front foi agraciado com a Cruz de Ferro de 1ª Classe, antes mesmo de tornar-se 1º Tenente. Destacado para o Batalhão de Montanha de Württemberg, Rommel foi deslocado para a fronteira da Romênia, que então havia declarado guerra à Alemanha. Antes, casa-se em Danzig com Lucie Marie Mollin. Na campanha desenvolvida nos Montes Cárpatos, Rommel destacou-se novamente, tendo conduzido com sucesso uma companhia de infantaria de montanha e obtendo diversas vitórias. Em agosto de 1917, Rommel é novamente ferido, desta vez no braço, fato que o faz se afastar do comando por dois meses. Em outubro de 1917, já recuperado, participa ativamente das atividades no front e toma parte da Batalha de Caporetto no Norte de Itália, onde após um fulminante sucesso seu grupo de batalha captura mais de 9.000 homens e 81 canhões inimigos, contribuindo ativamente para a desintegração das posições defensivas inimigas. Com esse feito, Rommel foi promovido a capitão e agraciado com a "Pour le Mérite", a mais alta condecoração que um oficial germânico poderia receber e que normalmente era reservada somente a generais.
Com sua brilhante intervenção naquele teatro de operações, não obstante as enormes dificuldades logísticas que enfrentou, foi capaz de desequilibrar o combate a favor das forças do Eixo, por pouco não conseguindo uma vitória decisiva sobre as forças britânicas.
No seu período de comando na África do Norte ficaria conhecido mundialmente como "A Raposa do Deserto" devido à sua reconhecida astúcia como líder militar.
Uma vez derrotadas as forças do Eixo na África, derrota esta imposta principalmente por falta de apoio logístico e de ênfase do Alto Comando Alemão do que por incompetência, Rommel passa uma temporada na Itália exercendo funções de comando na organização de suas linhas de resistência contra as forças aliadas que haviam invadido a Itália.
Em Janeiro de 1944 é designado comandante do Grupo de Exércitos B, estacionado na França ocupada, cobrindo a região que se estendia de Ostende ao rio Loire. Neste comando, Rommel passou activamente a implementar melhorias naquilo que os alemães chamavam de Muralha do Atlântico, que consistia numa rede de casamatas, áreas minadas e obstáculos posicionados na região litorânea de forma a impedir uma possível e esperada invasão do continente europeu por parte das forças aliadas. É de se ressaltar que Rommel, ao contrário de outros comandantes alemães, acreditava que os possíveis desembarques aliados ocorressem na região da Normandia, o que de fato ocorreu no Dia D. No dia do desembarque não estava na Normandia mas sim em casa a comemorar o aniversário da sua esposa. Rommel voltou imediatamente para França mas já era tarde demais, os aliados tinham estabelecido uma forte cabeça de ponte e tinham uma grande superioridade aérea.
Em 17 de Julho de 1944, 41 dias após o início dos desembarques aliados lançados no Dia D, Rommel é gravemente ferido por um caça Spitfire canadiano e permanece hospitalizado por vários dias. Nesse período, em 20 de Julho de 1944, ocorre o atentado contra Hitler, de que este escapou por pouco, com ferimentos leves (a mesa da conferência acabou por lhe servir de escudo).Sem nunca ter feito parte do partido nazi, Rommel tornara-se cada vez mais crítico ao governo do Führer.
Devido ao seu prestígio nacional, estes oficiais, leais a Hitler, trazem os termos do Führer a Rommel: ir a Berlim, passar por um julgamento popular e inevitavelmente ser condenado à morte, condenando também sua família a ser confinada em um campo de concentração ou, sozinho, acompanhar os dois oficiais e ingerir veneno para suicidar-se, opção esta que garantiria a integridade de seus familiares. Rommel sem dúvida escolhe a segunda alternativa, despede-se da família e acompanha os dois oficiais embarcando em seu automóvel.
Quinze minutos depois estaria morto.
Seu funeral foi celebrado em 18 de Outubro de 1944 com as mais altas honrarias militares do III Reich e, oficialmente sua "causa mortis" foi anunciada como efeito dos ferimentos que recebera meses antes.
Seus restos mortais, depois de cremados foram sepultados em Herrlingen, Alemanha, no cemitério próximo de sua casa. Sua família não foi perseguida após sua morte. Um dos seus filhos chegou ao cargo de presidente da câmara (Bürgermeister) da cidade de Estugarda (Stuttgart).
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