O delírio é um conjunto sistematizado de ideias delirantes, o que constitui uma alteração de conteúdo do pensamento que é frequente em patologias do foro psiquiátrico, neurológico ou metabólico.
Uma ideia delirante caracteriza-se pela convicção absoluta do seu portador numa relidade que não exisre para quem o rodeia. Esta ideia, ou conjunto de ideias,não é acessível ao raciocínio e argumentação lógicos nem é modificada pelo confronto com a realidade. Alguém que apresente a ideia delirante de que é Napoleão, por exemplo, não modificará a sua opinião perante a apresentação de factos históricos ou biográficos sobre o imperador francês, nem mesmo perante o túmulo do próprio Napoleão nos Invalides.
O delírio mais frequente é o de perseguição no qual o seu portador acredita ser perseguido por pessoas ou entidades que o querem prejudicar, ferir ou mesmo matar. Este delírio, por vezes muito elaborado, é caracterísco, embora não exclusivo, da Psicose Esquizofrénica e Psicose Paranóide. No primeiro caso é quase sempre acompanhado por alucinações auditivo-verbais.
Existem outros tipos de delírio: de grandiosidade, messiânico, de auto-relacionação, de ciúmes (frequente no alcoolismo). O delírio mais sistematizado, que cria uma realidade paralela, é característico da Psicose Esquizofrénica, tipo Paranóide.
As ideia delirantes isoladas, fragmentárias, surgem em grande número de situações, por exemplo, nas patologias demenciais, em estados confusionais de origem orgânica e em situações de uso de substâncias psicotrópicas.
O delírio, ou conjunto de ideias delirantes, obriga com frequência ao recurso a meios especializados e mesmo ao internamento psiquiátrico. Apesar de ainda não ser bem conhecida a etiologia bioquímica do delírio existem medicamenos que controlam eficazmente e na maioria dos casos este sintoma.
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