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Os primeiros europeus a chegarem na terra que é hoje o Chile foi o grupo liderado por Diego de Almagro, o Velho. A primeira cidade fundada pelos europeus nessa região povoada pelos incas foi Santiago, em 1541.
A proclamação da república do Chile ocorreu no dia 12 de fevereiro de 1818.
Durante o período das presidências do Partido Radical (1938-1952), o Estado chileno aumentou sua participação na economia nacional. Em 1952, após três presidências radicais (Pedro Aguirre Cerda (1938-1941), Juan Antonio Ríos (1942-1946) e Gabriel González Videla (1946-1952), retornou à Presidência o general Carlos Ibáñez del Campo, que havia sido ditador do Chile entre 1927 e 1931. Jorge Alessandri sucedeu Ibáñez em 1958, derrotando o socialista Salvador Allende por uma estreita margem de votos.
As eleições presidenciais de 1964 levaram à presidência o fundador do Partido Democrata Cristão, Eduardo Frei Montalva, que derrotou o socialista Salvador Allende e o radical Julio Durán. Frei governou com o slogan "Revolución en Libertad" pondo em prática um programa de reformas sociais e econômicas, que, entre outras medidas, contemplou reformas no sistema educacional, construção de casas populares, sindicalização dos trabalhadores rurais e a reforma agrária. No entanto, a partir de 1967 Frei encontrou uma crescente oposição por parte dos setores mais à esquerda, que o acusavam de ser tímido nas reformas, bem como uma forte oposição dos setores mais conservadores, que achavam tais reformas demasiado excessivas.
Em 11 de setembro de 1973, o presidente democraticamente eleito em 1970, Salvador Allende sofreu um golpe de estado e o general Augusto Pinochet assumiu o governo, instaurando a ditadura. Pinochet ficou no poder por dezessete anos, sendo sucedido pelo civil Patricio Aylwin, proeminente membro do Partido Democrata Cristão (PDC).
Em 1994, foi eleito presidente Eduardo Frei Ruiz-Tagle, filho do presidente Eduardo Frei Montalva e também filiado ao PDC que entregou o poder seis anos depois a Ricardo Lagos, do Partido Socialista do Chile, mesmo partido de Salvador Allende.
Nas eleições de 2005, os chilenos escolheram como Presidente Michelle Bachelet, primeira mulher no cargo e filha de um dos torturados e mortos pelo regime de Augusto Pinochet, dando continuidade desde a redemocratização do país no governo de centro-esquerda. Seu mandato será mais curto de que seus antecessores, devido a reformas na Constituição local.
O Chile é uma República Democrática (constituição aprovada por plebiscito em 1980). O Presidente é o chefe do poder executivo e é eleito por um período de 4 anos, sem reeleição. No momento, pela primeira vez, é uma mulher que está na presidência, Michelle Bachelet.
O Parlamento é composto pelo Senado e pela Câmara de Deputados:
Partidos Políticos: Democracia Cristã, Partido pela Democracia, Partido Socialista, Renovação Nacional, União Democrática Independente, Partido Radical Social-Democrático, União do Centro, Partido Comunista, Aliança Humanista-Verde
O Chile está dividido em 13 regiões, 51 províncias e 346 comunas. Abaixo segue a relação das 13 regiões (do norte para o sul):
O clima do Chile varia dramaticamente entre o subtropical no norte, passando pelo mais árido deserto do planeta, o deserto de Atacama, por um vale fértil no centro até um sul frio e úmido, originalmente coberto por florestas. As características mediterrânicas do vale central tornam-no ideal para o cultivo de frutos de mesa, uma das maiores exportações do Chile, e para a produção de vinho, também uma exportação importante.
Considerada a economia mais próspera da América Latina, o crescimento econômico do país superou os 6% nos anos de 2004 e 2005. Junto ao crescimento ocorre uma maior diversificação econômica, diminuindo a importância da mineração (principalmente o cobre no produto interno bruto do país - apesar de ainda representar 35% das exportações) - e aumentando a participação dos serviços.
A balança comercial chilena apresentou um superávit comercial de cerca de 9 bilhões de dólares em 2005, exportando principalmente minérios, celulose, metanol e agroindustriais - como o salmão e vinhos; importou principalmente maquinário, produtos de vestuário e derivados de petróleo. Seus principais parceiros comerciais são os Estados Unidos, Mercosul, União Européia e Japão.
A diversidade no mercado exportador e a firmação de tratados comerciais, principalmente com a União Européia e países do Pacífico, têm contribuído enormemente para o progresso industrial chileno.
Em 2005, a taxa de desemprego no país era de 8,1%, ao passo que a inflação apresenta níveis baixos - 3,7%.
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