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Cannabis sativa é uma planta herbácea da família das Canabiáceas (Cannabaceae), amplamente cultivada em muitas partes do mundo. As folhas são finamente recortadas em segmentos lineares; as flores, unissexuais e inconspícuas, têm pêlos granulosos que, nas femininas, segregam uma resina; o caule possui fibras industrialmente importantes, conhecidas como cânhamo; e a resina tem propriedades estupefacientes (sensações semelhantes às produzidas pelo ópio).

A substância psicoativa presente na maconha e no haxixe é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC). Geralmente a maconha e o haxixe contêm até 8% de THC, mas algumas variedades de maconha, produzidos sob luzes artificiais como as lâmpadas de alta pressão de sódio, LED ou HID, possuem até 25% de THC.

Geralmente é consumida sob a forma de cigarros ou baseados, mas há outras formas de consumi-la, como cachimbos, narguiles e outros. Também é consumida na forma oral, na mistura a receitas culinárias etc.

Nomes populares


  • maconha - do quimbundo ma'kaña, plural de di'kaña que significa tabaco, erva santa. Este nome é um anagrama de cânhamo.
  • hemp - termo comumente utilizado em países de origem inglesa
  • cânhamo-da-índia - do castelhano cáñamo
  • marijuana
  • erva - utilizado em Portugal
  • suruma - especialmente em Moçambique

História


Os primeiros registros históricos do uso da Cannabis sativa para fabricação de papel, datam de 8000 anos a.C, na China. Depois os chineses descobriram e desenvolveram outras formas de uso da planta, principalmente para produção de artigos textêis e medicina. Mais tarde, outras grandes sociedades, como os gregos, romanos, africanos, indianos e árabes também aproveitaram as qualidades da planta, fosse ela consumida como alimento, medicina, combustível, fibras ou fumo. Entre os anos de 1000 a.C. até meados do século XIX, a maconha (incluindo cânhamo) foi a maior agricultura do mundo, produzindo a maior parte dos papéis, combustíveis, artigos textêis e sendo, dependendo da cultura que a utilizava, a primeira, segunda ou terceira medicina mais usada. Sua grande importância histórica se deve ao fato da maconha ter a fibra natural mais resistênte e forte do que todas as outras, podendo ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo, além ser uma das medicinas mais importantes e uma das maiores fontes de inspiração religiosa entre povos nativos da africa e do oriente.

Carolus Linnaeus classificou-a em 1753, chamando-a de de Cannabis sativa]] L., onde o L vem do seu sobrenome, Linneaus. É necessário lembrar que não existe apenas Cannabis sativa, temos muitas, como a Cannabis indica e outras. É comum o cultivo de indica, sativa e híbridas que são novas subespécies surgidas de cruzamentos entre as espécies.

Proibição

Foi proibida no Brasil primeiramente em Grajaú, em 1938. Até então costumava ser vendida em farmácias sob o nome de "cigarros índios", devido a ser uma planta originária da Índia, que eram indicados para curar os sintomas da asma, e para insônia.

Em 1960 a ONU recomendou a proibição da Cannabis sativa em todo o mundo.

Legalização

A campanha pela legalização da Cannabis sativa ganhou força a partir dos anos 80 e 90, notadamente apoiada por artistas e políticos liberais. No Brasil, é uma das bandeiras do político Fernando Gabeira, que tentou implementar o cultivo do cânhamo para fins industriais, mas sofreu uma série de constrangimentos por conta dessa iniciativa.

Hoje em dia a maconha é discriminalizada em alguns países de primeiro mundo, como Portugal e os Países Baixos, que adotam políticas de tolerância em relação aos usuários, que não são presos. Além desses, outros países apoiam o seu uso como medicina, tendo em vista os variados e eficientes usos terapêuticos da planta.

Música


Muitas canções e nomes de grupo e bandas fazem referências explícitas ou implícitas à maconha.

Canções

  • O mal é o que sai da boca do homem (Novos Baianos) - "Você pode fumar baseado/baseado em que você pode fazer quase tudo/contanto que você possua mas não seja possuído"
  • Malandragem dá um tempo (Bezerra da Silva) - "Vou apertar/mas não vou acender agora/Se segura malandro/pra fazer a cabeça tem hora"
  • Legalize It (Peter Tosh)
  • Bush Doctor (Peter Tosh)
  • Legalize já (Planet Hemp) - "Legalize já, legalize já/Porque uma erva natural não pode te prejudicar"
  • Cachimbo da Paz Gabriel, O Pensador - "Apaga fumaça do revólver, da pistola/Manda fumaça do cachimbo pra cachola

Nomes

  • Planet Hemp - . De cenário underground, cresceu graças as letras referentes a legalização da maconha, tentando provar que não é tão prejudicial quanto afirmam e que o tráfico é culpa das políticas sociais. Já foram presos e vários shows cancelados por ordem judicial. Com a gravação do segundo disco solo de D2, e sua explosão nacional, a banda teve seu fim em 2005, deixando diversos fãs na saudade.
  • Skank - os membros da banda afirmam que o nome foi emprestado de um ritmo da Jamaica e não do nome da variedade comercial da Cannabis sativa, obtida através de cruzamentos, que é Skunk #1. O grupo não é acusado de apologia em nenhuma de suas músicas.
No Brasil o primeiro sábado de todo ano é dedicado ao Dia da Maconha, na luta pela legalização da planta

Formas de uso


Pode ser:

Fumar os chamados baseados é a forma mais difundida de consumo de maconha.

Efeitos


Os efeitos da Cannabis sativa podem variar de acordo com a condição psicológica de cada usuário.

  • Aumento da sensibilidade, maior percepção de cores, sons, texturas e paladar
  • Aumento do apetite
  • Percepção distorcida do tempo
  • Sensação de relaxamento
  • Vontade de rir
  • Olhos avermelhados
  • Boca seca
  • Taquicardia
  • Introspecção (consumo prolongado)

Tolerância

Segundo um estudo realizado pelo pesquisador João Villares, do departamento de Psicobiologia da Unifesp, a Cannabis sativa pode causar tolerância, que é a necessidade de doses cada vez maiores para atingir o mesmo efeito. A tolerância não é irreversível, segundo o pesquisador, que conclui que "em alguns poucos meses sem a droga, o cérebro se recupera". (1)

Overdose

Uma overdose é o uso excessivo de alguma droga. A maconha pode causar overdose com alucinações, ilusões e paranóias e em grandes doses, psicose tóxica aguda. Não há registros de morte devido a superdosagem de maconha, mas sim devido aos efeitos psicoativos do uso (acidentes causados sob efeito da droga), os quais ocorrem em quantidade mínima quando comparados a outras drogas como o álcool ou a cocaína. Pesquisas provaram que para um usuário morrer de overdose devido à maconha deverá ser consumido aproximadamente quatro quilogramas da droga de uma só vez (algo humanamente impossível). (2)(3)(4)

Memória

Sob o efeito da droga, é afetada a memória de curto prazo, isto é, a memória de pequena duração da qual precisamos num determinado instante e da qual nos desfazemos em seguida. Este distúrbio acaba quando o efeito da droga passa. Entretanto, efeitos de longo prazo (fumando-se mais de 35 cigarros de maconha por semana ou mais de 5 por dia) incluem perda parcial da capacidade de aprendizagem e memorização.

Danos cerebrais

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA) afirmaram que fumar maconha altera as funções cerebrais, mas não provoca danos permanentes. Outras drogas ilegais, e mesmo o álcool provocam danos cerebrais permanentes

A maconha produz um dano de longo prazo apenas marginal, afetando pouco as capacidades de aprendizado e memória. E nenhum efeito foi registrado em outras funções, entre as quais o tempo de reação, a atenção, a linguagem, a habilidade de argumentação e as capacidades motora e perceptiva. Ao contrário do mito, maconha não destrói os neurônios.

Sistema reprodutor

Algumas pesquisas, ainda não definitivas, apontam que o uso continuado da erva pode reduzir a testosterona (12), o número de espermatozóides nos homens, o que poderia ser revertido ao se abandonar o uso da droga (11). Entretanto, não é provado que uma menor quantidade de esperma tenha qualquer relação negativa com a fertilidade. Alegações de que a maconha poderia desregular o funcionamento hormonal na mulheres, assim como alterar seu circlo menstrual ou causar infertilidade, são improváveis e infundadas.

Dependência

Esta comprovado cientificamente pela OMS que a maconha provoca menos dependência que o tabaco ou o álcool, entretanto ela causa dependência psicológica, de acordo com a condição emocional de cada usuário. No caso, o usuário adquire o hábito de fumar, mas não se torna um dependente químico da droga. (3)(5)

Aparelho respiratório

Há uma certa polêmica com relação aos efeitos da maconha no aparelho respiratório. Como as pesquisas dos efeitos da maconha são mais recentes do que as produzidas sobre o tabaco, os resultados tendem a ser controversos e preliminares. Contudo, uma suposta pesquisa da OMS (organizacao mundial da Saude) a qual teria sido censurada por motivos politicos informa que a maconha não causa bloqueio das vias respiratórias, enfisema pulmonar ou qualquer outro dano às funções pulmonares. (6)(7)(8)(9)

Uso medicinal


A Cannabis sativa também pode ser usada com fins medicinais como agente antiemético, estimulador de apetite, auxiliar contra espasmos musculares e movimentos desordenados, sendo útil também em casos de glaucoma, porém em doses muito altas, sendo assim ela é capaz de auxiliar pessoas no tratamento de doenças com doença de Parkinson, esclerose múltipla, traumatismo raquimedular, câncer, desnutrição, AIDS ou com qualquer outra condição clínica associada a um quadro importante de dor crônica.

Atualmente, em alguns países a maconha é legalizada, unicamente para fins medicinais.

Uso comercial


A Cannabis produz uma fibra extremamente forte que é usada na fabricação de linhas e papel. De suas sementes extrai-se um óleo que pode ser usado como combustível. Além disso, suas flores e sementes podem ser utilizadas em comidas variadas. Portanto tem um grande potencial comercial, explorado em alguns países.

Curiosidades


Patricia Tabram, apelidada carinhosamente de Vovó Cannabis, de Hexham, Northumberland, na Inglaterra, escreveu um livro de receitas onde o ingrediente principal de todas as receitas é a maconha. Seu livro intitulado "vovó come maconha" já virou campeão em vendas porém não se sabe se vai ser comercializado no Brasil.

No egito antigo esta erva era utilizada como uma especie de papel

Recuperação de viciados



Referências


  1. Saúde em Movimento
  2. Portal Natural
  3. S.Marcos
  4. Consciência
  5. Uniad
  6. Doutor Busca
  7. Folha Uol
  8. BBC
  9. AFH
  10. Mídia Independente
  11. Impacto
  12. Fórum sobre a erva

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