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A Aspergilose é uma doença pulmonar, micose causada pelo fungo Aspergillus fumigatus. A asergilose é geralmente benigna, mas assume particular importância clínica em infecções sistémicas malignas em doentes com SIDA/AIDS.

Aspergillus fumigatus


Os A.fumigatus crescem no ser humano em formas multicelulares filamentosas, as hifas septadas, formando um micélio. Cada hifa tem 4 micrómetros de diâmetro e muitos mais de comprimento, frequentemente dividindo-se em ramos. Na natureza são muito comuns e capazes de crescer livremente, alimentando-se de detritos orgânicos como plantas podres.

O A.fumigatus é a causa mais frequente de aspergilose, mas outros como A.flavus, A.niger, A.nidulans ou A.terreus também causam a doença.

Epidemiologia


Existe em todo o mundo. A infecção é pela inalação dos esporos, ou pela entrada por feridas na pele. A micotoxicose é devida à ingestão de comida contaminada por toxinas do fungo.

Podem infectar igualmente quase todos os animais, mas a transmissão destes para o Homem não ocorre.

Progressão e Sintomas


A manifestação mais frequente é a aspergilose pulmonar. Os micélios crescem em bolas, denominadas aspergilomas, geralmente assintomáticos excepto pel hemoptise (tosse com sangue) ocasional; ou então produzem pneumonia disseminada crónica com expectoração, tosse e falta de ar. As infecções do olho devido a feridas não tratadas leva quase sempre à perda desse órgão de visão. A doença é geralmente controlada excepto nos imunodeprimidos.

Em doentes com SIDA/AIDS, o fungo não é controlado no pulmão e dissemina-se pelos órgãos de forma rápida. A aspergilose cerebral, cardíaca ou da medula óssea resultam quase sempre em morte se não tratadas, devido a hemorragias e enfartes múltiplos nos orgãos.

A micotoxicose é devida à ingestão de comida contaminada, com vómitos, diarreia e náuseas.

O Aspergillus pode ainda causar reacções alérgicas sem se multiplicar ou infectar a pessoa, como asma e rinite alérgica. A constante exposição ao fungo pode levar a recções do sistema imunitário agressivas na ausência da sua multiplicação, por vezes resultando em problemas pulmonares após muitos anos.

Diagnóstico e Tratamento


A expectoração é observada ao microscópio, mas a cultura pode ser necessária para a identificação. A serologia, com detecção de anticorpos específicos contra o fungo é usada também.

O tratamento é com o fármaco antifúngico anfotericina B, ou com derivados de azol, como itraconazol.

Micoses

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