Antilocapridae
Bovidae (antílopes, boi, cabra, etc.)
Camelidae (camelos, llamas)
Cervidae (veado)
Giraffidae (girafas e okapis)
Hippopotamidae (hipopótamos)
Moschidae
Suidae (porcos)
Tayassuidae
Tragulidae
A ordem Artiodactyla inclui os mamíferos ungulados com um número par de dedos nas patas. É um grupo muito variado, com cerca de 220 espécies descritas, que incluem muitos animais com grande importância económica para o homem, como o boi, a cabra, o camelo, o hipopótamo e o porco, entre outros.
Há espécies nativas de artiodátilos de todos os continentes, excepto da Australia e Antártida. A maioria vive em habitates terrestres, incluindo savanas, montanhas e florestas, mas com um grupo semi-aquático, o dos hipopótamos. A maioria são herbívoros – e nesta ordem se encontram os ruminantes, com o seu aparelho digestivo especializado -, mas alguns são omnívoros, como o porco. Entre estes animais se encontram alguns dos mamíferos mais rápidos.
Os artiodátilos são geralmente divididos em dois grupos com algumas características diferentes, as subordens Suina (porcos, hipopótamos e taguás) e Ruminantia (bovídeos, camelos e os restantes antílopes e veados). Os primeiros têm todos quatro dedos nas patas, dentes molares mais simples, mas os caninos estão muitas vezes transformados em presas e têm pernas mais curtas que os ruminantes. Em geral, eles são omnívoros e têm um estômago simples (com excepção dos hipopopótamos, que são principalmente herbívoros).
Os membros da subordem Ruminantia tendem a ter penas mais longas com apenas dois dedos, dentes molares mais complexos, adequados à sua alimentação à base de ervas duras e o estômago dividido em várias câmaras, onde se alojam microorganismos simbiontes que decompõem a celulose. Eles também desenvolveram a técnica de ruminar, ou seja, regurgitam comida parcialmente digerida e tornam a mastigá-la, a fim de extrair dela o máximo de nutrientes.
No Eoceno superior (há 46 milhões de anos), já se tinham desenvolvido as três subordens actuais. No entanto, os artiodátilos estavam longe de serem dominantes (os perissodátilos, como os cavalos e rinocerontes eram muito mais numerosos). Os artiodátilos sobreviveram em nichos marginais, em habitates mais pobres e foi provavelmente nessa altura que eles desenvolveram o seu complexo aparelho digestivo.
Durante todo o Cenozóico apareceram 36 famílias de artiodátilos e os seus membros tinham já as formas actuais no Mioceno (há 20 milhões de anos, quando se desenvolveram as gramíneas). Durante aquele período, eles tornaram-se dominantes, ao mesmo tempo que diminuiam os perissodátilos. Foi sugerido que foi a competição dos artiodátilos que fez disaparecer os perissodátilos, ou então que o desaparecimento dos perissodátilos permitiu a radiação dos artiodátilos, mas até ao presente não se conhece o processo desta evolução.
Estudos recentes utilizando técnicas moleculares sugerem que um grupo de artiodátilos próximo dos Hippopotamidae regressou ao mar, dando origem às baleias.
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