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Angina_Pectoris
 

Angina pectoris é uma dor no peito devida ao baixo abastecimento de oxigénio ao músculo cardíaco, geralmente é devido á obstrução ou espasmos das artérias coronárias (os vasos sanguíneos do coração). As doenças nas artérias coronárias, principal causa de angina, são devidas a arteroesclerose nas artérias cardíacas. O termo deriva do grego ankhon ("estrangular") e do latim pectus ("peito"), e pode, portanto, ser traduzido como "um estrangulamento do peito".

Ataques de angina que pioram, que ocorrem durante o descanso e que duram mais de 15 minutos são sintomas de angina instável. Estes podem significar um enfarte do miócardio (ataque cardíaco).

Sintomas


A maioria dos pacientes com angina queixam-se de desconforto no peito e não dor, o desconforto é habitualmente descrito com pressão, peso, aperto, ardor, ou sensação de choque. A dor de angina pode ser localizada principalmente no centro do peito, costas, pescoço, queixo ou ombros. A radiação da dor ocorre, tipicamente, para os braços, ombros e pescoço. A angina é normalmente activada por excesso de stress emocional, depois de uma refeição farta, e temperaturas frias. A dor pode ser acompanhada por suores e naúseas em alguns casos. Normalmente dura cerca de 1 a 5 minutos, e é acalmada pelo descanso ou medicação específica. Dor no peito que dura apenas alguns segundo não é, normalmente, angina.

Os factores de risco incluem o histórico familiar de doenças cardiacas prematuras, fumar, diabetes, colesterol alto, e hipertensão.

Uma variante de angina (angina de Prinzmetal) ocorre em pacientes com artérias coronárias normais ou com níveis de arteroesclerose insignificantes. Pensa-se ser causado por espasmos nas artérias. Ocorre preferencialmente em mulheres jovens.

Diagnóstico


Em pacientes com angina ocasional que não têm dores no peito, um eletrocardiograma é tipicamente normal, a não ser que existam problemas cardíacos no passado. Durante a dor pode ser observada depressão ou aumento da onda registada pelo eletrocardiograma. Para detectar estas variações podem ser feitos eletrocardiogramas enquanto o paciente corre numa passadeira de ginástica até ao ponto em que sente dor, se forem detectadas alterações no eletrocardiograma então o paciente é diagnosticado com angina.

Nos pacientes em que as dores são frequentes a angina pode ser diagnosticada atraves de um angiograma, que indica a natureza da lesão cardíaca, e se o paciente é candidato a uma angioplastia, um bypass das artérias coronárias ou outro tratamento.

Tratamento


O objectivo principal do tratamento de angina pectoris é aliviar os sintomas, diminuir a progressão da doença, e reduzir ocorrências futuras, especialmente ataques cardíacos. Foi demonstrado que uma aspirina (75 a 100 mg) por dia foi benéfica para todos os pacientes com angina estável que não têm problemas com o seu uso. Medicação á base de nitroglicerina e beta-bloqueadores são usados para aliviar os sintomas de angina.

Identificar e tratar factores de risco de doenças cardiacas é uma prioridade em pacientes com angina. Isto significa parar de fumar, perder peso (em caso de obesidade ou excesso de peso) e fazer testes ao colesterol alto, diabetes e pressão alta.

Cardiologia

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